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Waller, do Fed, não espera impacto persistente do choque atual do petróleo na inflação

Waller, do Fed, não espera impacto persistente do choque atual do petróleo na inflação

Reuters

06/03/2026

Placeholder - loading - Christopher Waller, diretor do Federal Reserve 09/05/2025 REUTERS/ Ann Saphir
Christopher Waller, diretor do Federal Reserve 09/05/2025 REUTERS/ Ann Saphir

WASHINGTON, 6 Mar (Reuters) - O aumento dos preços ​da gasolina após o início dos ataques aéreos dos EUA contra o Irã pode ser um choque para o consumidor, mas a alta global do petróleo provavelmente não levará a uma inflação persistente, nem justificará uma mudança na política monetária, disse nesta sexta-feira o diretor do Federal Reserve Christopher Waller.

'Haverá um aumento acentuado nos preços da gasolina. É isso que os cidadãos americanos verão quando forem abastecer, e ficarão surpresos e um pouco chocados', disse Waller ⁠à ⁠Bloomberg Television. 'Se isso se normalizar ​em... algumas ‌semanas ou até dois meses, não será um grande problema no futuro.'

Os preços do petróleo dispararam para perto dos US$90 o barril, contra US$ 72 antes de o presidente Donald Trump iniciar uma ⁠ofensiva aérea sem prazo definido contra o Irã, para derrubar ​o governo islâmico linha-dura do país. Os preços da gasolina nos EUA ​subiram cerca de 10%, de pouco menos ‌de US$3 o ​galão para ⁠US$3,32.

Tradicionalmente, os preços da gasolina têm um impacto desproporcional no sentimento do consumidor norte-americano, mas Waller afirmou que a expectativa do Fed é de que o ​choque de preços seja relativamente passageiro, ao contrário das interrupções no fornecimento de petróleo da década de 1970, que ocorreram em ondas sucessivas e nunca permitiram a recuperação dos preços.

'Isto é... mais como um evento ​isolado', disse Waller sobre a atual alta dos preços do petróleo. As oscilações dos preços do petróleo, bem como de alguns outros produtos básicos, como alimentos, são um dos motivos pelos quais o Fed se concentra no 'núcleo' de inflação, que exclui esses itens voláteis, ao tentar atingir a meta de 2%.

Trump não estabeleceu um prazo para o conflito. A navegação pelo Estreito ​de Ormuz praticamente parou, e algumas autoridades regionais alertaram para novos aumentos de ‌preços, dependendo do sucesso dos contra-ataques ⁠iranianos e da duração do conflito.

Os mercados estão mais céticos quanto à probabilidade de novos cortes nas taxas de juros do Fed.

Waller afirmou ⁠que o principal risco para as perspectivas do ⁠Fed é se o choque do ⁠petróleo 'se tornar mais ⁠permanente'.

'Então ​começará a se espalhar para outras partes da economia', disse.

(Reportagem de Howard Schneider)

Reuters

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