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Ações da Moderna disparam após vacina contra melanoma, em parceria com a Merck, reduzir recorrência em grande estudo clínico

Ações da Moderna disparam após vacina contra melanoma, em parceria com a Merck, reduzir recorrência em grande estudo clínico

Reuters

19/08/2026

Placeholder - loading - Pessoas posam com uma seringa com agulha em frente ao logotipo da Moderna exibido nesta ilustração tirada em 11 de dezembro de 2021. REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração/Foto de arquivo
Pessoas posam com uma seringa com agulha em frente ao logotipo da Moderna exibido nesta ilustração tirada em 11 de dezembro de 2021. REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração/Foto de arquivo

CHICAGO, 19 Ago (Reuters) - A terapia personalizada de mRNA para câncer desenvolvida ​pela Moderna em parceria com a MSD , reduziu o risco de recorrência e disseminação do câncer de pele em um ensaio clínico de fase final quando combinada com o medicamento de imunoterapia Keytruda, fazendo com que as ações da Moderna subissem cerca de 150%, atingindo as maiores cotações em vários anos.

Milhares de pacientes que foram submetidos a cirurgia para melanoma de alto risco poderão se beneficiar já no próximo ano, disse o presidente da Moderna, Stephen Hoge, em entrevista.

Os resultados preliminares do estudo em andamento, divulgados na quarta-feira, mostraram que o tratamento com Intismeran atingiu tanto seu objetivo principal de reduzir a recorrência do câncer quanto seu objetivo secundário de impedir que os tumores se espalhem para outras partes do corpo, em comparação com o Keytruda isoladamente.

Este é o primeiro resultado positivo em um ensaio clínico de fase final para uma ⁠vacina de mRNA contra ⁠o câncer e o primeiro estudo desse tipo a ​demonstrar que ‌a adição de um tratamento ao Keytruda funcionou melhor do que a terapia isolada em pessoas cujo melanoma havia sido removido cirurgicamente.

As ações da Moderna estavam sendo negociadas a US$160,25, enquanto as da MSD subiram 11% no início do pregão.

As ações da Moderna sofreram nos últimos anos, pois a empresa tem tido dificuldades em provar aos investidores que consegue expandir sua plataforma de ⁠mRNA para além da vacina contra a Covid-19. A MSD, por sua vez, vem se preparando para ​a iminente perda da patente do Keytruda, medicamento que já foi o mais vendido no mundo, ainda nesta década.

A MSD afirmou ​que as empresas já estão em negociações com os órgãos reguladores sobre o ‌tratamento. Hoge disse que, dada ​a designação ⁠de terapia inovadora da vacina, ela poderá estar disponível já no próximo ano.

Ele classificou o resultado como um marco histórico.

'Esta é a primeira vez que observamos melhorias clinicamente significativas e estatisticamente relevantes em comparação com inibidores de checkpoint como o Keytruda nesta população, e é a primeira vez ​que conseguimos isso com um tratamento individualizado', disse Hoge.

O analista Myles Minter, da William Blair, afirmou que os resultados provisórios posicionam bem ambas as empresas para buscar a aprovação regulatória, além de serem um sinal positivo para os estudos em andamento da vacina em outros tipos de câncer.

No mês passado, analistas do Barclays disseram que esperam que a terapia possa gerar vendas anuais de cerca de US$3 bilhões ​para o tratamento do melanoma até 2035.

PREÇO INDEFINIDO

Analistas do JP Morgan afirmaram que o lançamento da vacina Intismeran para o tratamento adjuvante do melanoma será fundamental para que a Moderna volte a ter lucro.

O tratamento contra o câncer combina o Keytruda, da MSD, com uma vacina de mRNA personalizada da Moderna, baseada na análise de mutações encontradas nos tumores dos próprios pacientes.

O ensaio clínico incluiu 1.137 pacientes de alto risco com melanoma em estágio IIB-IV que haviam sido submetidos à remoção cirúrgica.

Os voluntários foram aleatoriamente designados para receber até nove doses de Keytruda mais a vacina personalizada ou apenas Keytruda durante cerca de um ano. As empresas afirmaram que nenhum novo sinal de alerta de ​segurança surgiu no ensaio clínico. Em janeiro, as empresas anunciaram os resultados de um ensaio clínico de fase intermediária do tratamento, demonstrando que ele ‌reduziu o risco de recorrência ou morte em 49% ⁠após cinco anos.

O presidente-executivo da Moderna, Stephane Bancel, em entrevista à CNBC, afirmou que as empresas ainda não definiram os preços, dizendo que os dados só ficaram disponíveis 'há alguns dias'.

Ele afirmou que o tratamento não utiliza as células dos próprios pacientes no processo de ⁠fabricação, ao contrário de algumas terapias celulares personalizadas, o que poderia permitir o aumento da ⁠produção e a redução do preço.

O melanoma é a forma mais ⁠letal de câncer de pele. ⁠Em ​2023, havia mais de 1,5 milhão de pessoas nos EUA vivendo com melanoma, segundo o Instituto Nacional do Câncer.

(Por Julie Steenhuysen e Michael Erman)

Reuters

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