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Ações de petrolíferas avançam na B3 com disparada do petróleo

Ações de petrolíferas avançam na B3 com disparada do petróleo

Reuters

02/03/2026

Placeholder - loading - Painéis eletrônicos na B3 10/07/2025 REUTERS/Alexandre Meneghini
Painéis eletrônicos na B3 10/07/2025 REUTERS/Alexandre Meneghini

2 Mar (Reuters) - As ações de petrolíferas tinham desempenho robusto ​na bolsa paulista nesta segunda-feira, após Estados Unidos e Israel atacarem o Irã no fim de semana, o que fez os preços do petróleo dispararem no mercado internacional.

Os ataques, que começaram no fim de semana e mataram o líder supremo iraniano Ali Khamenei, foram revidados por Teerã e interromperam o transporte marítimo no crucial Estreito de Ormuz, por onde passam mais de 20% do petróleo global.

Nesta segunda-feira, o barril do petróleo sob o contrato Brent saltava 8,6%, a US$79,14.

'A redução do tráfego de embarcações, o aumento dos custos de seguro e o maior risco de trânsito estão apertando a disponibilidade ⁠de curto ⁠prazo e incorporando um prêmio geopolítico ao ​Brent', afirmaram ‌analistas do BTG Pactual.

'A duração será, em última instância, determinante para a magnitude: quanto mais o conflito persistir, maior a probabilidade de ataques diretos à infraestrutura de energia e prejuízos estruturais aos fluxos globais de comércio.'

Eles acrescentaram que o envolvimento de múltiplos Estados do ⁠Golfo Pérsico torna o conflito materialmente diferente de outros no Oriente Médio e muito ​mais sistêmico do que as interrupções anteriores da Venezuela neste ano.

'Nesse contexto, Prio permanece como ​nossa exposição preferida a preços mais altos do petróleo, ‌por ser o nome ​menos protegido ⁠por hedge em nossa cobertura e ter 100% de exposição à produção de óleo', afirmaram em relatório a clientes.

Petrobras e Brava, acrescentaram Rodrigo Almeida e Gustavo Cunha, também oferecem alavancagem ao petróleo.

'Mas os hedges ​e a exposição ao gás natural da Brava limitam a captura plena da alta e a integração de refino da Petrobras e a provável defasagem nos reajustes domésticos de preços de combustíveis reduzem sua sensibilidade a um Brent mais elevado.'

Na bolsa paulista, por volta de 11h10, as ações ​PN da Petrobras subiam 4,65%, enquanto os papéis ON da estatal tinham elevação de 4,47%. Prio avançava 5,47%, Brava ganhava 3,76% e PetroReconcavo valorizava-se 3,41%.

Analistas do Bradesco BBI/Ágora Investimentos também afirmaram que a principal incerteza reside na duração e na intensidade do conflito.

'Caso o Estreito de Ormuz permaneça parcialmente comprometido e o prêmio geopolítico se sustente, há espaço para preços de petróleo mais altos no curto prazo', afirmaram em relatório a clientes.

Citando as empresas sob sua cobertura, Vicente Falanga e Ricardo França destacaram ​que o impacto dependerá da relação entre a alta do Brent e o aumento dos custos de ‌frete e seguro.

'Companhias mais expostas ao preço ⁠à vista e com menor proteção via hedge — como Petrobras, Prio e PetroReconcavo — tendem a capturar melhor eventuais altas adicionais do petróleo', avaliaram.

'Já empresas com maior cobertura de hedge, como Brava Energia, ⁠devem sentir um efeito mais moderado no curto prazo.'

Os analistas ⁠ressaltaram, porém, que ampliar exposição ao setor com ⁠base em um evento 'cuja ⁠duração ​ainda é incerta — e que pode se encerrar rapidamente — representa um movimento taticamente arriscado'.

(Por Paula Arend Laier)

Reuters

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