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    Aliado de Bolsonaro chama reunião de Alckmin com centrão de 'missa de corpo presente'

    Por Thomson Reuters

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    Atualizada em

    Por Ricardo Brito

    BRASÍLIA (Reuters) - Coordenador da campanha do presidenciável do PSL, Jair Bolsonaro, em São Paulo, o deputado federal Major Olimpio chamou nesta terça-feira a reunião convocada pelo adversário do PSDB na corrida do Palácio do Planalto, Geraldo Alckmin, com partidos do centrão e outras siglas aliadas de 'missa de corpo presente'.

    'Está tudo pronto para a missa de corpo presente do Alckmin. Não acredito que esses partidos vão ficar se desgastando com essa barca furada', disse Olimpio à Reuters por telefone antes de participar de reunião em São Paulo da cúpula do PSL.

    Olimpio, que é candidato ao Senado pelo PSL, admitiu haver conversas de dirigentes de partidos aliados ao tucano com a campanha de Bolsonaro para um eventual apoio no segundo turno, embora tenha destacado que ele não participa diretamente dessas tratativas.

    O parlamentar disse ser 'natural' Bolsonaro receber o apoio de parte das legendas que apoiam Alckmin e citou dois exemplos: o do DEM e do Solidariedade, partidos que tradicionalmente fazem oposição a governos do PT. Ele aposta que o candidato petista Fernando Haddad estará no segundo turno contra Bolsonaro. Por outro lado, acredita que parte do PP e PR podem apoiar Haddad.

    Reportagem da Reuters publicada mais cedo mostrou que aliados de Alckmin cobram mudanças rápidas na comunicação do tucano com o eleitor a fim de tentar uma reação para que ele deslanche na disputa ao Planalto a menos de 20 dias do primeiro turno. O tucano realiza neste terça reunião com lideranças da coligação para fechar uma estratégia para a reta final da campanha.

    Para Olimpio, Alckmin vai ser 'cristianizado', jargão da política que significa que um candidato é abandonado por aliados. 'Podem ir até no enterro do amigo, mas não vão entrar no buraco e jogar terra', ironizou.

    O coordenador disse que a campanha vai trabalhar na reta final para garantir o chamado 'voto útil' que iria a candidatos do campo de centro e direita, como o próprio Alckmin e do candidato do Partido Novo, João Amoêdo.

    Para Olimpio, essa medida poderia até permitir que Bolsonaro --líder das pesquisas de intenção de voto ao Planalto-- se eleja no primeiro turno, embora a avaliação de parte da campanha é que a disputa será em duas etapas.

    À noite, o deputado estadual Pedro Tobias, presidente do PSDB no Estado de São Paulo, disse que Olimpio 'canta vitória antes da hora'.

    'O PSDB e seus aliados seguem juntos na defesa da candidatura de Geraldo Alckmin e dos valores democráticos que ela representa convictos de que esta é a melhor alternativa para o Brasil', disse Tobias em nota.

    RESPONSABILIDADE

    Olimpio reforçou que não espera que Bolsonaro --alvo de um atentado a faca e hospitalizado-- retorne a fazer campanha na rua no primeiro turno. Ele assegurou que o candidato a vice na chapa, o general da reserva do Exército Hamilton Mourão, tem 'liberdade' para fazer as declarações que quiser, embora tenha ressaltado que elas não necessariamente representam o pensamento de Bolsonaro nem da coligação.

    'As manifestações do general Mourão são de responsabilidade dele', disse Olimpio, ao destacar, por exemplo, que discorda do entendimento do candidato a vice, que afirmou ser possível realizar uma revisão constitucional com uma Constituinte formada por notáveis que não tenham sido eleitos pelo povo.

    'Quem tem que reformar a Constituição são aqueles que tem legitimidade para isso', frisou.

    Apesar disso, o deputado federal afirmou que não há nenhum atrito com as declarações de Mourão e que ele agrega muito valor à campanha de Bolsonaro por ter muita credibilidade.

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