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Alibaba proíbe funcionários de usar ferramenta de codificação da Anthropic, diz fonte

Alibaba proíbe funcionários de usar ferramenta de codificação da Anthropic, diz fonte

Reuters

03/07/2026

Placeholder - loading - Logotipo do Alibaba 29 de janeiro de 2025 REUTERS/Dado Ruvic
Logotipo do Alibaba 29 de janeiro de 2025 REUTERS/Dado Ruvic

PEQUIM, 3 Jul (Reuters) - O gigante chinês de tecnologia ​Alibaba proibiu seus funcionários de usar o Claude Code, da Anthropic, no trabalho, após a ferramenta passar a ser analisada por recursos que podem ajudar a identificar usuários ligados à China, segundo uma pessoa familiarizada com a determinação.

A proibição faz parte de uma crescente disputa entre as duas empresas, depois que a Anthropic acusou o Alibaba de extrair ilicitamente as capacidades de seu modelo de IA Claude — uma disputa que destaca a corrida frenética entre os Estados Unidos e a China para assumir a liderança em inteligência artificial.

O Claude Code é o assistente de programação com IA da Anthropic para desenvolvedores de software. Ele ⁠se tornou ⁠popular entre programadores na China, apesar das ​restrições de ‌acesso impostas pela Anthropic a usuários e entidades chinesas.

A fonte disse que os funcionários do Alibaba estavam sendo orientados a usar a plataforma de codificação própria da empresa, a Qoder.

O Alibaba e a Anthropic não responderam imediatamente aos pedidos de comentários da Reuters. A Alibaba ⁠não se pronunciou publicamente até o momento sobre as acusações da Anthropic.

ANTHROPIC ACUSA ALIBABA ​DE ATAQUE DE DESTILAÇÃO

A Anthropic afirmou no mês passado que sofreu um ataque do Alibaba, que ​descreveu como um esforço de 'destilação' que envolve o treinamento ‌de um modelo menos capaz ​com ⁠base nos resultados de um modelo mais forte.

A destilação ajuda a acelerar a capacidade da China de alcançar as capacidades avançadas do Mythos Preview, da Anthropic, afirmou a empresa em uma carta vista pela Reuters ​e enviada a dois senadores norte-americanos.

A proibição imposta pelo Alibaba ocorre poucos dias depois de desenvolvedores afirmarem que o Claude Code continha mecanismos que inspecionavam os ambientes dos usuários, incluindo informações relacionadas a fuso horário e proxy, e inseriam marcadores sutis em mensagens enviadas aos servidores da Anthropic.

Um funcionário ​da Anthropic escreveu na terça-feira no X que o recurso era 'um experimento que lançamos em março' com o objetivo de impedir o uso indevido de contas por revendedores não autorizados e proteger contra a destilação de modelos.

A fonte que falou com a Reuters sobre a proibição do Alibaba disse que as restrições da Anthropic direcionadas à China eram difíceis de serem aplicadas a usuários individuais que podem implantar servidores nos Estados Unidos e fazer com que o tráfego pareça ter se originado de lá.

Mas ​as empresas estavam mais atentas aos riscos legais e de compliance, acrescentou.

Enquanto os desenvolvedores de modelos de IA ‌dos EUA buscam impedir o acesso não ⁠autorizado, a revenda e a extração de seus sistemas, as empresas chinesas de nuvem e IA têm se voltado para modelos domésticos e de código aberto, como DeepSeek, Qwen da Alibaba, Moonshot ⁠e Zhipu.

Ao mesmo tempo, os modelos de IA chineses estão ganhando ⁠terreno no mercado norte-americano — um desenvolvimento que ⁠gerou preocupação entre alguns ⁠especialistas ​do setor nos EUA.

A proibição do Alibaba foi noticiada primeiramente por veículos de mídia chineses.

(Reportagem de Eduardo Baptista)

Reuters

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