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Alta anual dos preços ao consumidor dos EUA atinge em abril máxima em quase 3 anos

Alta anual dos preços ao consumidor dos EUA atinge em abril máxima em quase 3 anos

Reuters

12/05/2026

Placeholder - loading - Posto de gasolina em Titusville, EUA  31 de março de 2026. REUTERS/Marco Bello/Foto de arquivo
Posto de gasolina em Titusville, EUA 31 de março de 2026. REUTERS/Marco Bello/Foto de arquivo

Por Lucia Mutikani

WASHINGTON, 12 Mai (Reuters) - ​Os preços ao consumidor dos Estados Unidos subiram rapidamente pelo segundo mês consecutivo em abril, resultando no maior aumento anual da inflação em quase três anos e reforçando ainda mais as expectativas de que o Federal Reserve vai deixar a taxa de juros inalterada por algum tempo.

O índice de preços ao consumidor aumentou 0,6% no mês passado, depois de ter subido 0,9% em março, informou o ⁠Escritório ⁠de Estatísticas do Trabalho do Departamento ​do ‌Trabalho nesta terça-feira. Economistas consultados pela Reuters previam alta de 0,6%, com as estimativas variando de 0,4% a 0,9%.

Mas nos 12 meses até abril, os preços ao consumidor avançaram 3,8%. ⁠Esse foi o maior aumento anual desde maio de ​2023 e seguiu-se à alta de 3,3% em março.

As fortes ​leituras de inflação consecutivas aumentarão o risco ‌político para o ​presidente ⁠Donald Trump e seu partido Republicano antes das eleições de meio de mandato de novembro. Trump venceu a reeleição em 2024 em grande ​parte por causa de sua promessa de reduzir a inflação, mas os norte-americanos não gostaram de sua maneira de lidar com a economia e muitos o culpam pelos preços na ​bomba de combustíveis.

A guerra elevou os preços do petróleo, o que se refletiu imediatamente em gasolina, diesel e combustível de aviação mais caros. Economistas acreditam que os efeitos secundários serão sentidos nos próximos meses.

Os mercados financeiros esperam que o banco central dos EUA mantenha os juros até 2027. O Fed, que acompanha o índice de ​preços PCE para sua meta de inflação de 2%, deixou no ‌mês passado sua taxa de ⁠juros de referência na faixa de 3,50% a 3,75%.

Excluindo alimentos e energia, os preços ao consumidor subiram 0,4% no mês passado, ⁠parcialmente impulsionado por um ajuste único nas ⁠medidas de aluguel depois que ⁠a paralisação ⁠do ​governo federal no ano passado impediu a coleta de dados em outubro.

Reuters

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