alexametrics
Capa do Álbum: Antena 1
A RÁDIO ONLINE MAIS OUVIDA DO BRASILANTENA 1

    Ameaça à queda dos juros estruturais está por trás de corte de apenas 0,5 ponto na Selic, indica BC

    Placeholder - loading - news single img
    Fachada do Banco Central do Brasil, em Brasília 16/05/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino

    Publicada em  

    Atualizada em  

    Por Marcela Ayres

    BRASÍLIA (Reuters) - O Banco Central reconheceu que a retração da demanda por conta do coronavírus tem efeito que tende a ser 'bastante significativo' para a política monetária por conta do impacto na economia e que, para compensá-lo, seria necessário cortar os juros para além da redução de 0,5 ponto levada a cabo na semana passada.

    Mas, em ata do Comitê de Política Monetária (Copom) publicada nesta segunda-feira, o BC apontou que o cenário para os juros estruturais é outro com a disseminação do Covid-19, o que justificou sua opção por indicar que o novo patamar da Selic, de 3,75%, é adequado por ora.

    'A possível interação entre a deterioração do cenário externo, com frustrações em relação à continuidade das reformas e possíveis alterações de caráter permanente no processo de ajuste das contas públicas, pode ameaçar a queda dos juros estruturais observada nos últimos anos', trouxe a ata.

    'Em vista dessa percepção, o Comitê ponderou que uma redução da taxa básica de juros além de 0,50 ponto percentual poderia tornar-se contraproducente e resultar em apertos nas condições financeiras, com resultado líquido oposto ao desejado', acrescentou.

    No documento, o BC defendeu que essa sinalização é baseada nas informações disponíveis até o momento. Novos dados sobre a conjuntura econômica serão 'essenciais' para a autoridade monetária definir seus próximos passos.

    Na semana passada, o BC cortou a Selic em 0,5 ponto, à sua nova mínima histórica, aumentando o ritmo de afrouxamento monetário em resposta aos impactos econômicos com o coronavírus, mas já indicando que este deve ser o novo nível dos juros básicos daqui para frente.

    Esta foi a sexta redução consecutiva da Selic e veio após corte de 0,25 ponto em fevereiro.

    Na ata, o BC reconheceu que, ainda que a redução da Selic tenha efeitos limitados em relação ao estímulo à demanda neste momento, 'os mesmos serão relevantes para acelerar a recuperação econômica, quando as restrições impostas pela pandemia começarem a arrefecer'.

    O BC também frisou que seu balanço de riscos atualmente tem variância maior do que a usual, o que 'não necessariamente implica gradualismo na condução da política monetária, mas que a magnitude das próximas decisões de política monetária esteja sujeita a maior incerteza'.

    A autoridade monetária reiterou que vai continuar fazendo uso de todo o seu arsenal de medidas de políticas monetária, cambial e de estabilidade financeira no enfrentamento da crise.

    Somente na manhã desta segunda-feira, o BC anunciou três novas medidas para aumentar a disponibilidade de recursos na economia e ajudar instituições financeiras a atravessar a turbulência atual.

    Em uma delas, o BC reduziu a alíquota do compulsório sobre recursos a prazo de 25% para 17%, prevendo uma liberação de 68 bilhões de reais na economia a partir do dia 30 de março.

    Adicionalmente, o Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou o BC a conceder empréstimos a instituições financeiras garantidos em debêntures adquiridas entre 23 de março e 30 de abril de 2020, buscando prover liquidez ao mercado secundário de dívida coorporativa, afetado pelo surto do coronavírus.

    O CMN também aprovou medida que autoriza instituições financeiras a captarem por meio de depósitos a prazo com garantia especial do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

    A publicação da ata com mais pistas sobre a visão do BC foi adiantada para esta segunda-feira, sendo que o presidente do BC, Roberto Campos Neto, participará de coletiva virtual de imprensa às 9h. Usualmente, a ata é publicada na terça-feira seguinte à decisão do Copom.

    Escrito por Reuters

    1. Home
    2. noticias
    3. ameaca a queda dos juros …

    Este site usa cookies para garantir que você tenha a melhor experiência.