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    ANÁLISE-Brasil coleciona frustrações após quase um ano de alinhamento com EUA

    Placeholder - loading - Presidente Jair Bolsonaro conversa com presidente dos EUA, Donald Trump, em Osaka 28/06/2019 REUTERS/Kevin Lamarque
    Presidente Jair Bolsonaro conversa com presidente dos EUA, Donald Trump, em Osaka 28/06/2019 REUTERS/Kevin Lamarque

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    Por Lisandra Paraguassu

    BRASÍLIA (Reuters) - Desde que assumiu o governo em Janeiro deste ano, o presidente Jair Bolsonaro deixou claro que sua política externa tinha um eixo central: o alinhamento praticamente automático com os Estados Unidos que, defendia, só traria benefícios para o Brasil, mas quase um ano depois, o país colhe muito mais frustrações e perdas do que vitórias.

    A decisão anunciada nesta segunda-feira pelo presidente norte-americano Donald Trump de voltar a taxar o aço e o alumínio brasileiro caiu como uma ducha gelada --e sem aviso-- na proclamada relação direta entre Trump e Bolsonaro.

    Dentro do governo, o anúncio feito pelo Twitter, foi visto com cerca perplexidade. Duas fontes questionaram o argumento do presidente norte-americano, de que o Brasil estaria desvalorizando propositadamente o real.

    'No Brasil, o câmbio é flutuante e não há manipulação como Trump diz. Mas ele é muito imprevisível e acho que eleições lá estão ditando decisões', disse uma das fontes.

    A avaliação é de que seria um 'fato pontual', ligado a questões internas relacionadas às eleições presidenciais nos EUA no ano que vem, quando Trump buscará a reeleição, mas que não chegaria a ameaçar as negociações de um eventual acordo comercial --que, na verdade, ainda não tem nem mesmo um horizonte definido para além da vontade do Brasil, que vem cedendo em várias temas na tentativa de ganhar a boa vontade de Washington.

    Nestes 11 meses, o governo brasileiro, ainda em março, concordou em implementar uma cota de importação de 750 mil toneladas de trigo sem tarifas, o que beneficia diretamente os produtores norte-americanos. Na época, um dos negociadores brasileiros afirmou que a medida serviria para mostrar que o Brasil estava disposto a realmente negociar.

    Em setembro deste ano, foi a vez do etanol. Apesar dos protestos dos produtores brasileiros, o país aumentou, a pedido dos EUA, a cota de importação sem impostos de etanol de 600 milhões para 750 milhões de litros --fato comemorado por Trump em seu Twitter.

    O Brasil também concordou em sair da lista de países com tratamento diferenciado da Organização Mundial do Comércio (OMC), a pedido dos norte-americanos, em troca do apoio de Washington à adesão rápida do Brasil à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

    O retorno, no entanto, foi de frustrações. O governo brasileiro esperava um apoio definitivo dos norte-americanos na reunião da OCDE em outubro, o que não veio. Ficou apenas a explicação de que o Brasil era 'o próximo na fila' e o governo Trump iria sim apoiar quando chegasse a vez.

    O Brasil também não conseguiu convencer os EUA a derrubarem o veto às exportações de carne bovina brasileiro. O mercado norte-americano está fechado há dois anos para os produtores brasileiros. O pedido foi feito pessoalmente por Bolsonaro a Trump na visita aos EUA em março mas, mesmo depois de duas visitas sanitárias, mais uma viagem ministerial e nove meses de negociações, o veto segue.

    O pedido de que os EUA retirem taxas para a exportação de açúcar brasileiro, uma negociação que inicialmente vinha sendo feita em conjunto com a de importação do etanol, também não avançou.

    Politicamente, o Brasil conseguiu dos norte-americanos ser designado como aliado preferencial da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), o que pode se reverter em acesso a tecnologias e espaço para aumento do comércio de materiais de defesa, mas ainda sem efeitos práticos.

    GESTOS SEM RESPOSTA

    Apesar da proclamada melhoria nas relações políticas, o comércio não traduz grandes benefícios para o Brasil. As exportações brasileiras cresceram apenas 450 milhões de dólares --2,04%-- entre 2018 e 2019, se comparados os períodos de janeiro a outubro, segundo dados consolidados do Ministério da Economia.

    O Brasil ainda mantém um déficit comercial com os Estados Unidos, que até outubro deste ano já chegava a 1,13 bilhÃO de dólares.

    'Países não têm amigos, têm interesses. A relação tem que ser feita em torno dos nossos interesses. Não é possível ficar pensando que relação pessoal resolva esses problemas', disse à Reuters o embaixador Rubens Barbosa, que chefiou a embaixada do Brasil em Washington no governo de Fernando Henrique Cardoso.

    Barbosa lembra que o governo brasileiro fez diversos gestos para melhora a relação com os EUA --não apenas na economia--, mas colheu muito pouco.

    'Fica o governo brasileiro fazendo gestos e mais gestos em relação a um alinhamento à política americana, quando interesses brasileiros concretos são contrariados. O interesse nacional tem que estar acima de ideologias', critica.

    A taxa sobre o aço brasilero foi implementada no início de 2018, mas suspensa depois de uma longa negociação ainda no governo do ex-presidente Michel Temer. A decisão de Trump de voltar agora com a barreira tarifária contra o Brasil foi justificada por uma suposta política brasileira de desvalorização proposital do real, o que nunca aconteceu.

    'Essa alegação é um absurdo completo, não tem nenhuma base na realidade, nem aqui, nem na Argentina', disse a Reuters o embaixador José Alfredo Graça Lima, ex-subsecretario de Assuntos Econômicos do Itamaraty e perito da OMC. 'A questão dos Estados Unidos é o preço do aço.'

    Graça Lima lembra que a indústria siderúrgica norte-americana é 'problemática' e sofre com questões ligadas à competitividade.

    'Os americanos, na verdade, se consideram muito mais obrigados com seus setores do que com qualquer aliança. E em matéria siderúrgica, os EUA não têm qualquer compromisso com seus parceiros. Seria ilusório esperar qualquer tipo de tratamento diferenciado', explicou.

    Os EUA são o maior comprador de produtos siderúrgicos do Brasil, mas os valores caíram entre 2017 e 2018. Foram 6,6 milhões de toneladas em 2017 --3,85 bilhões de dólares-- e 6 milhões de toneladas em 2018 --com 2,8 bilhões de dólares--, de acordo com dados do Instituto Aço Brasil.

    (Reportagem adicional de Rodrigo Viga Gaier, no Rio de Janeiro)

    Escrito por Reuters

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    Placeholder - loading - Imagem da notícia 6 músicas internacionais que têm samples de outras canções

    6 músicas internacionais que têm samples de outras canções

    Sample é um termo bastante conhecido no mundo da música, especialmente por compositores, cantores e gravadoras. Mas a verdade é que isso talvez seja algo que esteja guardado apenas para os profissionais da área. Sendo assim, esta matéria foi preparada para informar o leitor, com uma linguagem fácil para todos tenham conhecimento.

    A criação de uma música é muito mais complicada e detalhada do que o ouvinte comum acha. O glamour para os cantores e bandas, como premiações, discos de ouro e platina são apenas o final de um trabalho longo e extenso. Como, sabemos que para uma produção de música, uma equipe com vários profissionais é acionada.

    Para entender o sample, devemos voltar lá na origem do artificio, que teve notoriedade na década de 80, justamente com o crescimento das músicas eletrônicas e os arranjos, em versões de remix.

    Por mais moderno que possa parecer, uma técnica de samplear as faixas musicais são muito mais antigas do que pensamos. As primeira tentativas e estudos originaram o termo, surgiram na década de 40.

    Os franceses teóricos da música Pierre Schaefer e Pierry Henry, foram os pioneiros na preparação da chamada Musique Concrèt, que em resumo é arte de modificar um som.

    Como o próprio diz, o significado de Sample, do inglês para o português é basicamente “amostra”, e essa amostra é uma forma utilizada pelos produtores, em uma criação musical. Diferente do remix, o sample é uma base de um faixa já existente. Para deixar mais fácil para o entendimento.

    Quando um musico pega um violão para compor as primeiras notas de uma obra, ele levará para uma gravadora e produtor musical, e incluir aquele curto trecho instrumental na canção. Essa gravação do violão é uma amostra fica gravada, para o inicio da criação.

    O Sample não está limitado apenas nas gravações instrumentais, mas as vozes são muito presentes também. Muitos produtores usam de uma musica já existente para a elaboração de uma nova.

    Por isso, em algumas situações, é notório quando o ouvinte aprecia uma canção, e assemelha a mesma com outra. Assim, ‘samplear’ pode ser considerado uma forma de homenagear o criador.

    Músicas que utilizam sample

    Madonna - 'Hung Up'

    Do ritmo conhecido e apreciado por muitos, o single ‘Gimme ,Gimme, Gimme’ da banda aclamada ABBA, a diva Madonna, não economizou na homenagem ao grupo sueco. ‘Hung Up’ virou de fato um sucesso em 2005, e talvez poucos sabiam dessa similaridade.



    Confira a versão do ABBA:



    Beyoncé - 'All Night'

    A base feita pela estrela Beyoncé em ‘All Night’ foi de fato uma bela combinação com ‘Spottieottiedopaliscious’. A canção original veio da dupla de rappers americanos, Outkast.



    Confira a versão da dupla Outkast:



    Jennifer Lopez - 'Jenny From The Block'

    O grupo americano de hip hop, The Beatnuts, emprestou um de seus exemplares, ‘Watch Out Now’, para a cantora, compositora e atriz Jennifer Lopez. A batida presente na canção da J.Lo é mais um exemplo da utilização do sample. E vale ressaltar que isso não falta de criatividade, e sim uma admiração e homenagem.



    Confira a versão do grupo The Beatnuts:



    Ariana Grande - '7 Rings'

    Ariana Grande voltou ao passado e utilizou 'My Favorite Things', do clássico 'A Noviça Rebelde' em sua música "7 Rings".    

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