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Anthropic e OpenEvidence firmam parceria para IA médica

Anthropic e OpenEvidence firmam parceria para IA médica

Reuters

24/09/2026

Placeholder - loading - Ilustração mostra logotipo da Anthropic. REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração
Ilustração mostra logotipo da Anthropic. REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração

Por Nancy Lapid

24 Set (Reuters) - A companhia de inteligência artificial ​Anthropic e a plataforma de conhecimento médico OpenEvidence anunciaram nesta semana parceria na área de ferramentas de diagnóstico baseado em IA.

A OpenEvidence tem recursos que respondem às perguntas dos médicos com base em pesquisas médicas revisadas por pares e diretrizes de tratamento. A plataforma é gratuita para profissionais da área médica nos Estados Unidos e no Canadá.

A nova iniciativa trata-se de uma versão especializada disponível gratuitamente para profissionais de saúde em dezenas de países de baixa e média rendas, onde o acesso limitado à literatura médica, à expertise de especialistas e à educação médica continuada pode prejudicar o atendimento a pacientes.

Sistemas de saúde em todo o ⁠mundo estão ⁠analisando se a IA generativa pode ajudar ​a lidar ‌com a escassez de médicos e especialistas. Os defensores argumentam que as ferramentas de IA podem ajudar os profissionais da área médica a navegar rapidamente por vastas quantidades de informações médicas, enquanto os críticos alertam que sistemas treinados principalmente com dados de países de alta renda podem não ⁠refletir as condições locais de prática.

A iniciativa está sendo implementada em cerca de ​100 países, incluindo Uganda, Angola, Sudão, Haiti e Mongólia, de acordo com uma lista fornecida pela ​OpenEvidence.

“O acesso ao conhecimento médico não deveria depender da localização ‌geográfica”, afirmou Daniel Nadler, fundador ​da ⁠OpenEvidence.

A Reuters noticiou na semana passada que a Anthropic montou um laboratório para realizar trabalhos de biologia, à medida que leva adiante suas ambições em inteligência artificial na área de ciência farmacêutica e enquanto o medo sobre ​o alcance da IA toma conta do público, com alguns executivos e políticos pedindo uma desaceleração no desenvolvimento.

Anthropic e OpenEvidence não divulgaram os termos financeiros da parceria.

DIFERENÇAS REGIONAIS

Só em agosto, médicos dos EUA consultaram a OpenEvidence 42 milhões de vezes, segundo Nadler. Em 2026, várias centenas de milhões de norte-americanos terão sido ​tratados por um médico que utilizou a OpenEvidence para orientar o tratamento, disse ele.

A tecnologia da Anthropic fornecerá suporte, enquanto a OpenEvidence adapta o sistema às diferentes regiões, levando em conta a infraestrutura de saúde, informaram as empresas.

No início deste ano, a OpenEvidence informou que estava trabalhando com organizações de saúde em Ruanda e Botsuana para adaptar suas ferramentas a contextos em que os padrões de doenças, os recursos de diagnóstico e os tratamentos disponíveis diferem significativamente daqueles em países mais ricos.

“Cem por cento do que estamos desenvolvendo ​para esses locais é adaptável ao contexto”, disse Nadler.

Mesmo onde as unidades médicas não têm eletricidade 24 horas ‌por dia, a maioria dos médicos possui smartphones, ⁠disse ele, o que significa acesso a informações médicas de qualidade que, há uma década, só estariam disponíveis em instituições de ponta.

Ahmed Bendary, cardiologista da Universidade de Benha, no Egito, disse que ampliar esse ⁠acesso para além dos Estados Unidos e da Europa “será um enorme ⁠salto à frente, especialmente em regiões onde as assinaturas ⁠institucionais das principais revistas ⁠médicas ​são limitadas, tornando as ferramentas baseadas em evidências e de uso no local de atendimento ainda mais vitais”.

Reuters

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