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    Anvisa aprova segundo pedido de uso emergencial da CoronaVac no Brasil

    Placeholder - loading - Funcionário do Butantan examina ampolas com a CoronaVac 22/01/2021 REUTERS/Amanda Perobelli
    Funcionário do Butantan examina ampolas com a CoronaVac 22/01/2021 REUTERS/Amanda Perobelli

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    Por Ricardo Brito e Lisandra Paraguassu

    BRASÍLIA (Reuters) - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta sexta-feira o segundo pedido de uso emergencial no Brasil da vacina da Sinovac contra a Covid-19, a CoronaVac.    Os cinco diretores decidiram, em reunião extraordinária, permitir o uso de 4,8 milhões de doses da vacina chinesa envasadas pelo Instituto Butantan, ligado ao governo de São Paulo.

    Em seu voto, a diretora Meiruze Sousa Freitas, relatora do caso, votou para autorizar a aprovação do segundo lote das vacinas da CoronaVac e, adicionalmente, concordou com a autorização de futuras doses envasadas pelo Butantan. Os demais diretores concordaram com o voto da relatora.    No domingo, a Anvisa havia aprovado o uso emergencial de 6 milhões de doses da CoronaVac que foram importadas prontas da China pelo Butantan, elevando agora para 10,8 milhões o número de doses desse imunizante. Desde então, a CoronaVac tem sido aplicada no país.   O órgão regulador autorizou ainda no domingo o uso emergencial de outros 2 milhões de doses da vacina da AstraZeneca-Oxford.

    O lote da vacina da AztraZeneca --que era a aposta inicial do governo federal para deflagrar o plano de imunização-- chega no país nesta sexta-feira após atraso de uma semana na remessa dela pelo laboratório Serum, da Índia, responsável pela fabricação.

    Apesar da aprovação desse novo pedido de vacinas, o Brasil tem tido dificuldades para receber insumos para acelerar o plano nacional de imunização.

    MONITORAMENTO

    A área técnica, que também foi favorável à aprovação do segundo lote da CoronaVac, incluiu como condicionante que se monitore incertezas observadas pelo órgão regulador na análise dos estudos do imunizante realizados pelo Instituto Butantan.

    Em seu voto, a diretora Meiruze Sousa Freitas, relatora do caso, destacou haver a necessidade de monitoramento do uso dessa vacina, em linha com a área técnica. Ela disse que, ainda assim, a vacina atende aos critérios de qualidade, segurança e eficácia para o uso emergencial.

    Meiruze disse ainda que os dois pedidos são distintos porque, no caso do segundo pedido de autorização do uso da CoronaVac, trata-se de vacinas envasadas no país.

    'Pode ser autorizada para uso emergencial em especial pelo contexto dessa pandemia, onde há poucos tratamentos de suporte disponíveis e não há medicamentos registrados na Anvisa com indicações específicas para o tratamento do Covid-19', disse a diretora.

    Último a votar, o diretor-presidente da agência, Antonio Barra Torres, fez um desagravo do trabalho da agência diante das críticas.

    'Não importa que críticas infundadas sejam construídas, que sejam feitas por pessoas que nunca conversaram com nenhum de nós e tecem sobre nós levianos e até criminosos juízos. Isso não importa, nós temos de continuar a nossa missão e levando a bom termo conforme os senhores têm feito de maneira superlativa', disse ele, exaltando 'extremo orgulho' e 'contentamento' com o trabalho do órgão.

    Escrito por Reuters

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