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    Argentina e Mercosul seguem sendo importantes para a economia brasileira, diz secretário

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    REUTERS/Marcos Brindicci

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    Por Rodrigo Viga Gaier

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - O secretário de Comércio Exterior do Ministério da Economia, Lucas Ferraz, afirmou nesta segunda-feira que a Argentina continua sendo um parceiro importante para o Brasil e acrescentou que o governo não discute a dissolução do Mercosul, nem teme pelo futuro do acordo com a União Europeia após a vitória do candidato peronista Alberto Fernández nas eleições presidenciais argentinas.

    Em declaração a jornalistas após evento no Rio de Janeiro, Ferraz frisou, no entanto, que o presidente Jair Bolsonaro foi eleito com uma agenda que defende, entre outros pontos, um 'Mercosul mais internacionalizado' e confirmou que o Brasil estuda uma redução da tarifa externa comum do bloco.

    'Da parte do governo brasileiro nunca esteve em pauta a dissolução do Mercosul, mas o que sempre se discutiu no âmbito do governo brasileiro foram eventuais flexibilizações e uma eventual redução numa magnitude não estabelecida da nossa tarifa externa comum (TEC)', disse o secretário, ressaltando que um corte de tarifas terá que ser ainda discutido com países do Mercosul, sociedade e setor privado.

    Ferraz afirmou que o governo Bolsonaro não conhece ainda a política econômica do presidente eleito Fernández e que, em tese, o Brasil poderia permanecer sozinho no acordo de livre comércio com a União Europeia em caso de desistência da Argentina. Mas ele disse considerar 'muito pouco provável' essa hipótese. 'Houve uma aceitação muito clara da Argentina a favor do acordo e não vejo um caminho nessa direção', disse.

    'O que vai acontecer na relação Brasil-Argentina vai depender muito da postura do novo governo, mas seguimos com objetivo claro de aumentar o nível de integração internacional da economia brasileira', disse Ferraz a jornalistas.

    Nesta segunda-feira, o presidente Bolsonaro disse lamentar o resultado das eleições argentinas e afirmou a jornalistas, ao deixar os Emirados Árabes Unidos a caminho do Catar, que não pretende parabenizar Fernández pela vitória. Segundo Bolsonaro, a Argentina 'escolheu mal', mas é preciso aguardar para ver a linha que o novo presidente adotará.

    OUTROS ACORDOS

    Durante palestra em seminário sobre a governança dos Brics no Rio de Janeiro, Ferraz destacou nesta segunda-feira acordos na área automotiva celebrados pelo governo com Argentina e México, e ressaltou que o Brasil vai em busca de mais espaço no comércio global.

    Segundo o secretário, o governo brasileiro pretende iniciar negociações de livre comércio com Estados Unidos, México, Japão e Vietnã no primeiro semestre de 2020. Também espera concluir em 2020 negociações de uma zona franca com Singapura, Canadá e Coreia do Sul.

    Escrito por Reuters

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