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Arrecadação federal cresce 7,7% em junho com impulso do petróleo e fecha semestre com recorde histórico

Arrecadação federal cresce 7,7% em junho com impulso do petróleo e fecha semestre com recorde histórico

Reuters

30/07/2026

Placeholder - loading - Notas de real  3 de fevereiro de 2010. REUTERS/Ricardo Moraes
Notas de real 3 de fevereiro de 2010. REUTERS/Ricardo Moraes

Atualizada em  30/07/2026

Por Bernardo Caram

BRASÍLIA, 30 Jul (Reuters) - A arrecadação ​do governo federal teve alta real de 7,72% em junho sobre o mesmo mês do ano passado, somando R$264,437 bilhões, maior nível já observado para o mês, o que ajudou a levar o resultado acumulado do primeiro semestre a um recorde histórico, informou a Receita Federal nesta quinta-feira.

As receitas administradas pela Receita Federal somaram R$255,307 bilhões no mês passado, uma alta real de 7,66% ante junho de 2025. Já as receitas administradas por outros órgãos públicos, que são sensibilizadas ⁠pela comercialização ⁠de petróleo, somaram R$9,130 bilhões, um ​aumento ‌real de 9,62%.

De acordo com o fisco, o dado do mês foi impactado positivamente por ganhos considerados não recorrentes, com um incremento de R$4 bilhões em tributos pagos sobre resultados de empresas e R$3,8 bilhões ⁠em imposto de exportação de petróleo, instituído temporariamente pelo governo como ​medida de enfrentamento aos efeitos da guerra no Oriente Médio.

Sem esses ganhos ​atípicos, o desempenho das receitas administradas pelo fisco ‌em junho seria ​de alta ⁠real de 4,38%, segundo o governo.

No recorte por setores, o destaque ficou com um ganho de R$15,388 bilhões com extração de petróleo e gás natural, aumento expressivo ​na comparação com os R$819 milhões vistos em junho de 2025. Também houve ganhos significativos em comércio atacadista (+15,18%) e fabricação de veículos (+34,62%).

Entre os principais destaques do mês estão altas de 20,40% na arrecadação de Imposto de Renda de ​empresas e de Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL), 12,43% em Imposto de Renda cobrado sobre rendimentos de capital, 4,69% em receitas previdenciárias e 22,87% em Imposto de Importação.

RESULTADO ACUMULADO

No acumulado de janeiro a junho, a arrecadação cresceu 6,63% acima da inflação em comparação com o mesmo período de 2025, a R$1,587 trilhão, recorde para o semestre em série histórica iniciada em 1995.

De acordo com a Receita, ​o dado reflete o desempenho da economia, citando também uma contribuição da arrecadação previdenciária ‌por conta do aumento da massa ⁠salarial no país e da redução do benefício de desoneração da folha de pagamento de setores da economia.

O fisco ainda mencionou uma melhora no desempenho ⁠da arrecadação de PIS/Cofins em razão do 'melhor desempenho ⁠do setor de serviços e do ⁠crescimento da arrecadação ⁠do ​setor de extração de petróleo'.

(Por Bernardo Caram, edição de Camila Moreira e Pedro Fonseca)

Reuters

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