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Ata da reunião de março do Fed mostra abertura crescente a alta de juros

Ata da reunião de março do Fed mostra abertura crescente a alta de juros

Reuters

08/04/2026

Placeholder - loading - Um espelho reflete sede em obras do Federal Reserve em Washington, D.C., EUA, em 12 de janeiro de 2026. REUTERS/Kevin Lamarque
Um espelho reflete sede em obras do Federal Reserve em Washington, D.C., EUA, em 12 de janeiro de 2026. REUTERS/Kevin Lamarque

Por Howard Schneider

WASHINGTON, 8 Abr (Reuters) - Um grupo crescente de formuladores ​de política monetária do Federal Reserve considerou, no mês passado, que pode ser necessário aumentar a taxa de juros para combater a inflação que continua a exceder a meta de 2% do banco central, principalmente devido ao impacto inflacionário da guerra dos EUA e Israel com o Irã, de acordo com a ata da reunião de 17 e 18 de março.

'Alguns participantes julgaram haver um forte argumento a favor de uma descrição bilateral das decisões futuras do Comitê (Federal de Mercado Aberto) sobre a taxa de juros na declaração pós-reunião, refletindo a possibilidade de que ajustes para cima na faixa da meta para a taxa dos fundos federais podem ser apropriados se a inflação permanecer em níveis acima da meta', disse a ata.

Na ⁠reunião de janeiro, ⁠um grupo menor de 'várias' autoridades estava disposto a ​abrir a ‌porta para possíveis aumentos nas taxas, mas em março e com a eclosão da guerra 'muitos participantes apontaram para o risco de a inflação permanecer elevada por mais tempo do que o esperado em meio a um aumento persistente nos preços do petróleo'.

Em março, o Fed manteve sua taxa básica de juros estável na faixa de ⁠3,50% a 3,75%, ao mesmo tempo em que acenou para a nova incerteza que a ​guerra havia introduzido nas perspectivas econômicas.

No entanto, apesar dos riscos para a inflação, 'muitos participantes' ainda consideraram os cortes nas ​taxas como parte de sua perspectiva básica, com 'a maioria dos participantes' ‌julgando que um conflito prolongado ​no Oriente ⁠Médio causaria danos suficientes ao crescimento econômico para que fossem necessários ainda mais cortes.

'A maioria dos participantes levantou a preocupação de que um conflito prolongado no Oriente Médio poderia levar a um abrandamento ainda maior nas condições do mercado de trabalho, o ​que poderia justificar cortes adicionais nas taxas, já que os preços do petróleo substancialmente mais altos poderiam reduzir o poder de compra das famílias, apertar as condições financeiras e reduzir o crescimento no exterior', disse a ata.

PERSPECTIVA PERTURBADA PELA GUERRA

A ata foi divulgada nesta quarta-feira, um dia após os EUA e o Irã terem concordado com um cessar-fogo de ​duas semanas. A notícia fez com que os preços do petróleo caíssem mais de 15%, para cerca de US$92 por barril.

As idas e vindas entre os formuladores de política monetária na reunião do mês passado destacaram como o conflito no Oriente Médio, que interrompeu o transporte marítimo global e fez com que o preço do petróleo subisse mais de 50%, estava levando o Fed a direções conflitantes, ameaçando tanto sua meta de inflação quanto o mandato de pleno emprego.

Na reunião, o Fed sinalizou que era improvável que alterasse sua taxa de juros até que fique mais claro se o impacto sobre ​a inflação ou sobre o mercado de trabalho parece ser o maior risco. Nas novas projeções econômicas divulgadas juntamente com a ‌declaração de política monetária, as autoridades previram uma inflação ⁠mais alta para o ano, mas pouca mudança na taxa de desemprego.

Em apresentações na reunião, a equipe do Fed viu riscos de que o crescimento econômico e do emprego fosse mais fraco e a inflação mais alta do ⁠que o esperado em sua perspectiva de janeiro, dados 'os possíveis efeitos econômicos dos ⁠acontecimentos no Oriente Médio, mudanças nas políticas governamentais e ⁠a adoção de IA'.

Dada a ⁠inflação ​acima da meta desde 2021, 'um risco importante é que a inflação possa se mostrar mais persistente do que a equipe previa'.

Reuters

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