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Ata do Fed mostra divisão e discussões sobre altas de juros mesmo após pausa de janeiro

Ata do Fed mostra divisão e discussões sobre altas de juros mesmo após pausa de janeiro

Reuters

18/02/2026

Placeholder - loading - Sede do Federal Reserve em Washington, nos EUA 14 de novembro de 2025 REUTERS/Elizabeth Frantz
Sede do Federal Reserve em Washington, nos EUA 14 de novembro de 2025 REUTERS/Elizabeth Frantz

Atualizada em  18/02/2026

Por Howard Schneider

WASHINGTON, 18 Fev (Reuters) - Autoridades do Federal Reserve ​chegaram a um acordo quase unânime para manter a taxa básica de juros inalterada em sua reunião do mês passado, mas permaneceram divididas sobre os próximos passos, com 'vários' membros levantando a possibilidade de aumentos nos custos de empréstimo caso a inflação permaneça elevada, enquanto outros divergiram sobre se e quando novos cortes seriam justificados, de acordo com a ata da reunião de 27 e 28 de janeiro.

A decisão de manter os juros inalterados foi compartilhada por 'quase todas' as autoridades do Fed como forma de avaliar a situação da economia após os cortes de 75 pontos-base no ano passado, com apenas 'algumas' apoiando um corte, segundo a ata, divulgada nesta quarta-feira.

As autoridades do Fed Christopher Waller ⁠e Stephen Miran ⁠votaram contra a decisão, devido à preocupação com ​o possível ‌enfraquecimento do mercado de trabalho.

Mas as opiniões se dividiram entre os outros 17 membros, com a primeira menção direta a possíveis aumentos nos juros caso a inflação permaneça acima da meta de 2% do Fed. Atualmente, está cerca de um ponto percentual acima desse nível.

Embora se espere uma desaceleração da inflação ⁠este ano, que deverá abrir caminho para novos cortes nos juros, a ata da reunião ​indica que 'diversos participantes manifestaram apoio a uma visão ambígua das futuras decisões do Comitê Federal de Mercado ​Aberto (Fomc) sobre a taxa básica, considerando a possibilidade de ajustes para ‌cima na meta da ​taxa de ⁠juros, caso a inflação permaneça acima da meta'.

Outros participantes consideraram que os juros precisariam ser mantidos 'por algum tempo', enquanto aguardavam novos dados econômicos e de inflação. Um subgrupo desse grupo argumentou que cortes podem não ser apropriados até que ​haja evidências de que a 'desinflação esteja de volta aos trilhos'.

Por outro lado, 'diversos' participantes afirmaram que suas projeções para a inflação e a economia incluíam novas reduções nos juros.

A ata da reunião de janeiro apresentou um tom mais duro, com autoridades votando pela manutenção da taxa básica de juros na faixa atual de 3,50% a 3,75%, sinalizando ​que ela poderá permanecer nesse patamar por algum tempo. Investidores esperam que o Fed mantenha sua taxa básica de juros inalterada até a reunião de 16 e 17 de junho, com cortes de 0,25 ponto percentual previstos para essa sessão e para a de setembro.

SUCESSÃO NA CHEFIA DO FED

A reunião de junho poderá ser a primeira sob o comando do indicado ao cargo de chair do Fed, Kevin Warsh, caso ele seja confirmado pelo Senado dos EUA a tempo de assumir o posto quando o mandato de Jerome Powell terminar em maio.

A próxima reunião ​do Fed está agendada para 17 e 18 de março, quando formuladores de política monetária divulgarão projeções econômicas e de ‌juros atualizadas.

Dados divulgados desde a reunião de janeiro ⁠pouco contribuíram para resolver o debate sobre se o Fed deve priorizar a redução da inflação mantendo os custos de empréstimo nos níveis atuais ou apoiar o crescimento econômico e a geração de empregos com crédito ⁠mais barato.

A inflação de preços ao consumidor em janeiro foi mais fraca ⁠do que o esperado, mas a criação de empregos ⁠no mês superou as ⁠expectativas ​e a taxa de desemprego caiu, com a maioria das autoridades afirmando esperar que o crescimento econômico razoavelmente forte continue.

Reuters

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