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Ataques contra profissionais humanitários têm nível recorde em 2025, diz ONU

Ataques contra profissionais humanitários têm nível recorde em 2025, diz ONU

Reuters

19/08/2026

Placeholder - loading - Mulher palestina aguarda para receber ajuda em um ponto de distribuição da UNRWA, em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza, 4 de fevereiro de 2025. REUTERS/Hatem Khaled
Mulher palestina aguarda para receber ajuda em um ponto de distribuição da UNRWA, em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza, 4 de fevereiro de 2025. REUTERS/Hatem Khaled

Por Emma Farge

GENEBRA, 19 Ago (Reuters) - Um ​número recorde de profissionais humanitários foi atacado no ano passado, em parte devido ao aumento do uso de drones armados, informou a Organização das Nações Unidas nesta quarta-feira, classificando a tendência como “chocante”.

Cerca de 907 profissionais humanitários foram mortos, feridos ou sequestrados em 2025, contra 833 no ano anterior, de acordo com o Aid Worker Security Database, plataforma financiada por Canadá e Austrália que compila os principais incidentes de segurança que afetam profissionais humanitários.

Desses, 350 ⁠foram ⁠mortos, uma ligeira queda em relação ​ao ‌recorde de 387 registrado em 2024.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, disse que o nível de violência é chocante e instou os Estados a respeitarem as regras da guerra e a ⁠responsabilizarem os perpetradores.

“Servir ao próximo tornou-se mais perigoso do que nunca”, ​disse ele, antes das cerimônias da ONU planejadas para o Dia ​Mundial da Ajuda Humanitária, com bandeiras a ‌meio mastro em ​Nova York ⁠e Genebra em homenagem às vítimas fatais.

O chefe de ajuda humanitária da ONU, Tom Fletcher, disse que a proliferação de drones armados baratos e adaptáveis ​em conflitos aumentou os riscos. Em março, ataques com drones atingiram Goma, no leste da República Democrática do Congo, matando pelo menos três pessoas, incluindo um trabalhador humanitário francês, enquanto comboios de ajuda no Sudão ​e na Ucrânia foram atingidos repetidamente.

Gaza foi, de longe, o local mais mortal para os trabalhadores humanitários em 2025, com 186 vítimas fatais, segundo o banco de dados, seguida pelo Sudão. A agência da ONU para refugiados palestinos relatou que pelo menos 393 funcionários foram mortos lá desde o início da guerra entre Israel e Gaza, em 7 de outubro de ​2023.

Israel, que está combatendo militantes do Hamas em Gaza, afirmou que não ‌mede esforços para evitar todas as ⁠baixas entre civis.

O ex-chefe da UNRWA, Philippe Lazzarini, disse no início deste ano que estava buscando formar um painel de alto nível para ⁠investigar as mortes de funcionários.

Bushra Khalidi, líder ⁠global de políticas humanitárias da Oxfam, ⁠pediu maior proteção ⁠para ​os profissionais de ajuda humanitária, afirmando: “Estamos testemunhando um ataque à própria ação humanitária.”

Reuters

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