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Ataques iranianos representam 'ameaça existencial', dizem países do Golfo na ONU

Ataques iranianos representam 'ameaça existencial', dizem países do Golfo na ONU

Reuters

25/03/2026

Placeholder - loading - Fumaça após ataques no Barein  12/3/2026    REUTERS/Stringer
Fumaça após ataques no Barein 12/3/2026 REUTERS/Stringer

Por Emma Farge

GENEBRA, 25 Mar (Reuters) - Os Estados ​árabes do Golfo disseram ao Conselho de Direitos Humanos da ONU na quarta-feira que enfrentam uma ameaça existencial com ataques iranianos à sua infraestrutura, os quais, segundo o chefe de direitos humanos da ONU, podem constituir crimes de guerra.

A guerra de EUA e Israel contra o Irã, que já dura quase um mês, provocou uma retaliação iraniana em grande escala na forma de ataques com drones e mísseis contra ⁠a ⁠infraestrutura de energia e civil nos ​países ‌do Golfo, matando civis e elevando os preços do petróleo.

'Estamos vendo uma ameaça existencial à segurança internacional e regional. Essa abordagem agressiva está minando o direito internacional e a soberania', afirmou ⁠o embaixador do Kuweit, Naser Abdullah H. M. Alhayen, ao ​conselho sediado em Genebra.

Outros países do Golfo disseram que as ​ações do Irã visam espalhar o terror, ‌com o embaixador ​dos Emirados ⁠Árabes Unidos, Jamal Jama al Musharakh, denunciando a 'tentativa do Irã de desestabilizar a ordem internacional por meio de aventuras imprudentes de expansionismo'.

Os países ​do conselho de 47 membros votarão em uma moção condenando os ataques 'não provocados e deliberados' do Irã, buscando reparações do Irã e pedindo ao chefe de direitos da ONU que monitore a situação, ​segundo um documento.

O Irã defendeu suas ações, dizendo que mais de 1.500 civis foram mortos nos ataques israelenses e norte-americanos até o momento. 'Lutamos em nome de todos vocês contra um inimigo que, se não for contido hoje, estará além da contenção amanhã', disse o embaixador do Irã na ONU em Genebra, Ali Bahreini, referindo-se a Israel.

O Irã convocou ​sua própria sessão de emergência sobre um ataque fatal a uma escola ‌primária para sexta-feira.

Volker Turk, principal ⁠autoridade das Nações Unidas responsável pelos direitos humanos, pediu aos Estados que ponham fim ao conflito com o Irã, descrevendo a ⁠situação como extremamente perigosa e imprevisível.

'Os ataques a ⁠civis e à infraestrutura civil ⁠precisam acabar. Se ⁠forem ​deliberados, esses ataques podem constituir crimes de guerra', disse ele ao conselho.

Reuters

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