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    Número de mortos em maior massacre a tiros da história do Canadá chega a 19

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    Polícia Real Montada do Canadá na Beach Road, em Portapique, Nova Escócia 19/4/2020 REUTERS/John Morris

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    Por John Morris

    PORTAPIQUE, Nova Escócia/OTTAWA (Reuters) - A contagem de mortos do maior massacre a tiros da história do Canadá chegou a 19, incluindo um policial e o atirador, disse nesta segunda-feira a polícia canadense, acrescentando que é esperado que mais fatalidades do massacre ocorrido na Nova Escócia no final de semana sejam registradas.

    O atirador, que em determinado momento se fantasiou de policial, além de tentar transformar seu carro em uma espécie de viatura, acabou com a paz de comunidades rurais na província com um ataque que durou 12 horas e teve início no último sábado, disseram autoridades.

    'Estamos relativamente confiantes de que identificamos todas as cenas do crime', afirmou a repórteres nesta segunda-feira o superintendente-chefe da Polícia Montada Real do Canadá (RCMP) na Nova Escócia, Chris Leather, embora tenha acrescentado que incêndios iniciados em alguns desses locais, a maior parte residências, tenham tornado a busca por outras vítimas difícil.

    'Nós acreditamos que ainda possa haver vítimas em meio aos restos das casas incendiadas', disse Leather.

    A RCMP identificou o atirador como sendo Gabriel Wortman, de 51 anos, que trabalhava como protético dentário. A polícia disse que os motivos da ação ainda não foram determinados.

    A polícia acrescentou que eliminou a ameaça representada por Wortman, que foi morto, mas não quis confirmar uma reportagem da rede CTV segundo a qual a RCMP o baleou.

    A comissária Brenda Lucki, da RCMP, disse à Canadian Broadcasting Corporation que a que a esta altura não há indícios de que a chacina teve motivação terrorista. A polícia também disse não haver relação aparente entre Wortman e pelo menos algumas das vítimas.

    Leather disse que a capacidade do atirador de se mover pela província foi 'muito beneficiada' pelo fato de ele possuir um veículo idêntico, em todos os sentidos, aos utilizados pela polícia, e por estar utilizando um uniforme policial que era ou de fabricação muito boa, ou de fato um uniforme.

    Mais cedo, o primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, afirmou a repórteres: 'um atirador ceifou as vidas de pelo menos 18 pessoas, ente elas uma mulher com o uniforme de seu trabalho, que era proteger vidas mesmo que colocando a sua própria em risco'.

    Ele se referia a Heidi Stevenson, membro da RCMP há 23 anos e mãe de dois filhos.

    (Reportagem de John Morris e Steve Scherer, com reportagem adicional de Kelsey Johnson, Anna Mehler Paperny e Moira Warburton)

    Escrito por Reuters

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