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Atribuir custo de baterias aos geradores é injusto, diz vice-presidente da Neoenergia

Atribuir custo de baterias aos geradores é injusto, diz vice-presidente da Neoenergia

Reuters

26/08/2026

Placeholder - loading - Projeto de armazenamento de energia  14 de agosto de 2026  REUTERS/Mike Blake
Projeto de armazenamento de energia 14 de agosto de 2026 REUTERS/Mike Blake

RIO DE JANEIRO, 26 Ago (Reuters) - A ​determinação de que os geradores de energia assumam os custos da contratação de baterias para o setor elétrico brasileiro é injusta e precisa ser resolvida antes do primeiro leilão para a tecnologia, avaliou a vice-presidente da Neoenergia, Solange Ribeiro, nesta quarta-feira.

'Acho que não (seria justo) ficar só com geradores... Tem que se discutir isso', disse a executiva à Reuters após participar de evento do CEBDS.

Ela não quis comentar sobre o ⁠potencial ⁠interesse da companhia elétrica, controlada ​pelo grupo ‌espanhol Iberdrola, em disputar o certame, previsto para dezembro.

A avaliação ocorre em meio à insatisfação dos geradores com a determinação, aprovada em lei no ano passado, e à indefinição sobre ⁠a base pagadora dos custos do leilão, marcado para dezembro ​deste ano.

Na véspera, a área técnica da Agência Nacional de ​Energia Elétrica (Aneel) divulgou análise recomendando que todos ‌os geradores sejam ​envolvidos ⁠no rateio da contratação de baterias, incluindo na conta não só os eólicos e solares, mas também os hidrelétricos e termelétricos. A divisão dos ​custos seguiria um critério de flexibilidade operativa, as usinas mais flexíveis pagando menos.

A proposta dos técnicos da Aneel, que ainda será avaliada pela diretoria do regulador, foi criticada nesta quarta-feira pela Associação ​Brasileira de Geradoras Termelétricas (Abraget).

Em nota, a entidade afirmou que essa proposta da Aneel desvirtua a diretriz original da lei e 'cria mais uma distorção inaceitável para o setor elétrico nacional, que pode gerar a judicialização do certame antes mesmo de sua realização'.

'A insistência em avançar com esse modelo equivocado criará uma forte oposição de geradores hídricos, térmicos e ​nucleares ao leilão', afirmou a Abraget, apontando que alguns empreendimentos dessas fontes ‌seriam 'punidos severamente'.

Marcado para dezembro, o ⁠primeiro leilão do Brasil para contratação de sistemas de armazenamento de energia recebeu cadastramento recorde de mais de 296 gigawatts (GW) de projetos. ⁠Os empreendimentos ainda passarão por análise e ⁠habilitação técnica para poder efetivamente ⁠participar do leilão.

(Por ⁠Rodrigo ​Viga Gaier, com reportagem adicional de Letícia Fucuchima; edição de Roberto Samora)

Reuters

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