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Balança comercial brasileira tem superávit de US$7,823 bi em maio com alta no valor exportado

Balança comercial brasileira tem superávit de US$7,823 bi em maio com alta no valor exportado

Reuters

03/06/2026

Placeholder - loading - Imagem de drone de navios graneleiros no porto de Paranaguá (PR), 25 de março de 2026. REUTERS/Rodolfo Buhrer
Imagem de drone de navios graneleiros no porto de Paranaguá (PR), 25 de março de 2026. REUTERS/Rodolfo Buhrer

Atualizada em  03/06/2026

Por Bernardo Caram

BRASÍLIA, 3 Jun (Reuters) - A balança ​comercial brasileira registrou superávit de US$7,823 bilhões em maio sob reflexo de exportações mais fortes por conta da elevação de preços dos produtos embarcados, apontou nesta quarta-feira o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O desempenho é fruto de US$31,904 bilhões em exportações, uma alta de 6,6% na comparação com maio do ano passado, e US$24,081 bilhões em importações, elevação de 5,3%.

O resultado foi ligeiramente melhor do que o esperado pelo mercado, que previa em pesquisa da Reuters um saldo positivo ⁠de US$7,650 ⁠bilhões, e ficou 10,8% acima do ​dado ‌observado em maio de 2025, um superávit de US$7,060 bilhões.

Nas exportações, foi registrada uma alta de 11,5% no preço médio dos produtos, que compensou um recuo de 4,3% no volume exportado.

Houve aumento de 9,8% no valor ⁠dos embarques da agropecuária na comparação com o mesmo mês do ​ano passado, impulsionado pelas vendas de soja, e de 9,0% na indústria de ​transformação, com maiores vendas de combustíveis, carne ‌bovina e farelo de ​soja.

Por ⁠outro lado, foi registrado um recuo de 1,9% nas vendas da indústria extrativa por conta de uma queda no volume exportado insuficiente para compensar a elevação média de ​preços. Houve no setor quedas de 9,3% nos embarques de óleos brutos de petróleo e de 15,2% nos de minério de ferro.

No recorte por regiões, mesmo com a derrubada das tarifas adicionais de importação impostas pela administração do presidente ​Donald Trump por decisão judicial nos EUA, a participação do país nas exportações brasileiras seguiu em baixa, caindo de 12,0% em maio de 2025 para 9,7% no mês passado. No sentido oposto, a China ampliou sua fatia de 32,1% para 32,9%.

Diante da ameaça de novas tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem colocado a China como contraponto e afirmado que ​o Brasil buscará mercados alternativos caso enfrente barreiras do país norte-americano.

Do lado das importações, ‌houve alta de 25,9% na chegada ⁠ao país de combustíveis, crescimento de 24,7% de bens de consumo e de 5,2% em bens de capital. Houve recuo de 3,2% nas compras de bens ⁠intermediários.

Nos primeiros cinco meses do ano, o país ⁠acumulou um superávit comercial de US$32,662 bilhões, ⁠acima do saldo ⁠positivo ​de US$24,330 bilhões do mesmo período de 2025.

(Por Bernardo Caram, edição de Isabel Versiani)

Reuters

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