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BC avalia interligar Pix a sistemas de pagamentos estrangeiros em meio a ataques dos EUA

BC avalia interligar Pix a sistemas de pagamentos estrangeiros em meio a ataques dos EUA

Reuters

10/08/2026

Placeholder - loading - Sede do Banco Central em Brasília  17 de dezembro de 2024. REUTERS/Adriano Machado
Sede do Banco Central em Brasília 17 de dezembro de 2024. REUTERS/Adriano Machado

Por Bernardo Caram e ​Marcela Ayres

BRASÍLIA, 10 Ago (Reuters) - O Banco Central afirmou nesta segunda-feira que avalia a interligação do Pix com sistemas de pagamentos instantâneos de outros países, argumentando que a iniciativa geraria maior eficiência e menor custo de transações, em meio a ataques do governo dos Estados Unidos contra o modelo brasileiro.

A medida ⁠seria ⁠um passo adicional em relação ​ao ‌monitoramento já feito atualmente pelo BC de transações feitas com Pix em outros países a partir de parcerias entre instituições financeiras ⁠privadas do Brasil e estrangeiras.

“Estão em discussão tanto interligações ​bilaterais como a participação em 'hubs' multilaterais. Essas interligações ​permitiriam a realização de ‌remessas internacionais e ​de ⁠transações de compra com disponibilização dos recursos em moeda local em poucos segundos”, afirmou a autarquia em seu ​relatório de gestão do Pix.

No último relatório do tipo, publicado em 2023, a autoridade monetária afirmava apenas que o Pix poderia 'permitir, no ​futuro, a integração com sistemas de pagamentos instantâneos internacionais', sem entrar em detalhes.

O sistema brasileiro de pagamentos instantâneos entrou recentemente no alvo dos Estados Unidos, que implementou uma tarifa de 25% sobre a importação de uma série de produtos do Brasil para combater ​o que chamou de práticas comerciais desleais, citando ‌entre elas o Pix.

No ⁠relatório desta segunda-feira, o BC argumentou que a interligação de sistemas de pagamentos instantâneos tem o ⁠potencial de diminuir tarifas, aumentar ⁠velocidade, ampliar acesso e ⁠melhorar a ⁠transparência ​de transações transfronteiriças.

(Por Bernardo Caram, edição de Camila Moreira)

Reuters

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