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BC do Japão pode elevar previsão de crescimento e manter vigilância sobre risco de inflação, dizem fontes

BC do Japão pode elevar previsão de crescimento e manter vigilância sobre risco de inflação, dizem fontes

Reuters

10/07/2026

Placeholder - loading - Sede do Banco do Japão em Tóquio  15 de junho de 2026. REUTERS/Kim Kyung-Hoon/Foto de arquivo
Sede do Banco do Japão em Tóquio 15 de junho de 2026. REUTERS/Kim Kyung-Hoon/Foto de arquivo

Por Leika Kihara e Takahiko Wada

TÓQUIO, 10 Jul (Reuters) - O ​Banco do Japão pode revisar para cima sua previsão de crescimento econômico para o ano fiscal de 2026 e manter o foco no risco de um excesso de inflação, já que o aumento dos custos decorrente da desvalorização do iene e da forte demanda por IA compensam parte das quedas nos preços do petróleo, afirmaram três fontes a par das intenções do banco central.

O Banco do Japão vai divulgar seu relatório trimestral, incluindo novas previsões de crescimento e preços, neste mês, e os investidores estarão atentos a indícios sobre o momento e o ritmo de novos aumentos na taxa de juros, após alta em junho para ⁠1%.

Embora o banco ⁠central possa ajustar para baixo sua previsão ​de preços ‌para o ano fiscal de 2026, é improvável que isso sinalize uma mudança no foco do Banco do Japão nos riscos inflacionários, já que as empresas vêm repassando de forma constante os custos crescentes, disseram as fontes. Elas preferiram não se identificar pois não estão autorizadas a falar ⁠publicamente.

O banco central pode revisar ligeiramente para cima sua previsão de crescimento econômico em ​relação à expansão de 0,5% projetada em abril, refletindo a demanda robusta por IA e a ​queda nos custos dos combustíveis, disseram as fontes.

Como o acordo ‌preliminar de paz entre ​os EUA ⁠e o Irã, firmado em junho, provocou quedas acentuadas nos preços do petróleo, a diretoria pode reduzir sua previsão do núcleo da inflação para o ano fiscal atual, em relação ao aumento de 2,8% projetado em abril, ​disseram as fontes.

No entanto, tal revisão para baixo não alterará o foco do banco central nas crescentes pressões sobre os preços decorrentes do iene fraco, dos aumentos salariais constantes e do choque energético causado pela guerra, afirmaram.

O banco central deve manter a taxa básica de juros de curto prazo em 1% ​em sua reunião de política monetária de dois dias, que termina em 31 de julho.

“Com a queda dos preços do petróleo, os riscos de desaceleração para a economia diminuíram um pouco. Mas o alto custo das importações anteriores continuará exercendo pressão de alta sobre os preços”, disse uma das fontes, opinião compartilhada por mais duas.

A guerra no Oriente Médio, que começou quando os EUA e Israel atacaram o Irã em 28 de fevereiro, complicou o rumo da política monetária do Banco do Japão, alimentando a inflação por meio ​dos preços mais altos do petróleo e, ao mesmo tempo, pressionando uma economia dependente de combustível importado.

As empresas japonesas ‌têm se empenhado em minimizar os transtornos, ⁠redirecionando remessas e buscando fornecedores alternativos depois que o Irã fechou efetivamente o Estreito de Ormuz.

Mas o custo adicional dessas medidas pode ser repassado e se traduzir em inflação mais alta, afirmou o banco ⁠central em um relatório sobre as economias das regiões do Japão ⁠divulgado na quinta-feira.

A forte demanda global por IA ⁠está elevando os preços ⁠dos ​chips e dos equipamentos eletrônicos, o que pode, eventualmente, elevar os preços dos bens de consumo, disseram as fontes.

Reuters

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