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    BC do Japão sinaliza afrouxamento prolongado e faz projeção fraca para preços

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    Sede do BC do Japão em Tóquio.REUTERS/Kim Kyung-Hoon

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    Por Leika Kihara e Tetsushi Kajimoto

    TÓQUIO (Reuters) - O banco central do Japão projetou nesta terça-feira que a inflação não irá alcançar sua meta de 2% durante o mandato de seu presidente até o início de 2023, já que novas medidas de contenção para combater a Covid-19 ofuscam o impulso ao crescimento da sólida demanda global.

    Embora o Banco do Japão tenha mantido a política monetária, o presidente Haruhiko Kuroda sinalizou sua prontidão de prorrogar o programa de alívio à pandemia além do atual prazo de setembro, já que a lentidão da vacinação e o salto em novas variantes do vírus prejudicam os varejistas.

    'Se alguns setores de serviços permanecerem sob forte estresse de financiamento, vamos é claro avaliar prorrogar o programa', disse ele em entrevista à imprensa, alertando sobre a incerteza do cenário econômico.

    Em relatório trimestral divulgado após a revisão dos juros nesta terça-feira, o Banco do Japão elevou suas estimativas de crescimento e manteve a visão de que a terceira maior economia do mundo vai se recuperar conforme a demanda dos EUA e da China sustentam as exportações.

    Mas cortou sua estimativa para os preços este ano e projetou pela primeira vez que a inflação ficará bem abaixo da meta de 2% além do mandato de Kuroda, que termina no início de 2023.

    'É verdade que, segundo as projeções atuais, a inflação não alcançará 2% nem no ano fiscal de 2023. Isso significa que o cumprimento de nossa meta de 2% será depois do ano fiscal de 2024', disse Kuroda.

    Como esperado, o banco central manteve sua meta para a taxa de juros de curto prazo em -0,1% e a dos rendimentos dos títulos de 10 anos em cerca de 0%.

    O banco reduziu sua estimativa para o núcleo da inflação ao consumidor para o ano fiscal que começou em abril para 0,1%, de 0,5% estimado em janeiro.

    O banco central prevê que a inflação irá acelerar para 0,8% no ano fiscal de 2022 e para 1,0% no ano seguinte, segundo o relatório.

    (Reportagem adicional de Tetsushi Kajimoto)

    Escrito por Reuters

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