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BC e BCE estudam integração entre Pix e sistema de pagamento instantâneo europeu, dizem fontes

BC e BCE estudam integração entre Pix e sistema de pagamento instantâneo europeu, dizem fontes

Reuters

03/09/2026

Placeholder - loading - Cliente usa celular para pagar via Pix em loja no Rio de Janeiro, 21 de julho de 2026. REUTERS/Ricardo Moraes
Cliente usa celular para pagar via Pix em loja no Rio de Janeiro, 21 de julho de 2026. REUTERS/Ricardo Moraes

Por Marcela Ayres

BRASÍLIA, 3 Set (Reuters) - O ​Banco Central do Brasil (BC) e o Banco Central Europeu (BCE) estão analisando uma possível integração entre seus sistemas de pagamentos instantâneos, segundo duas pessoas com conhecimento direto do assunto, em iniciativa que poderá marcar a primeira expansão transfronteiriça do Pix.

As fontes, que falaram sob condição de anonimato, afirmaram que as discussões refletem a disposição das equipes técnicas de ambos os lados em avaliar se tal interconexão é viável. Uma das fontes disse que um projeto-piloto ⁠poderá ⁠ser lançado em 2028, caso ​a iniciativa ‌avance conforme o planejado.

O jornal Folha de S. Paulo noticiou as discussões primeiramente na manhã desta quinta-feira.

O BCE afirmou em comunicado à Reuters que há uma investigação preliminar em andamento para explorar ⁠uma possível interconexão entre sua plataforma TARGET Instant Payment Settlement (TIPS) ​e o Pix. Em junho, o BCE identificou o Pix como um 'corredor ​de moeda em fase de exploração' ‌para o TIPS.

O BC ​se ⁠negou a comentar.

O Pix tornou-se um ponto de atrito entre Brasília e Washington, conforme o governo Trump busca proteger as empresas americanas do crescente apelo do ​modelo em dezenas de países.

O Pix já domina os pagamentos no Brasil, com custos de transação significativamente mais baixos para os comerciantes, contornando grande parte da cadeia tradicional de pagamentos com cartão.

Desde seu lançamento ​no final de 2020, o Pix transformou o cenário de pagamentos do país, trazendo dezenas de milhões de pessoas para o sistema financeiro e, ao mesmo tempo, reduzindo a participação dos cartões de débito e crédito, afetando redes globais de cartões como Mastercard e Visa.

A plataforma foi citada entre as “práticas desleais” que os EUA utilizaram para justificar novas tarifas de 25% ​sobre produtos brasileiros em julho.

No mês passado, o BC informou que estava avaliando ‌as ligações entre o Pix ⁠e sistemas de pagamento semelhantes no exterior, sinalizando um impulso mais concreto em direção à integração transfronteiriça. O BC assinou acordos de compartilhamento ⁠de informações sobre o Pix com 65 contrapartes ⁠estrangeiras.

Isso aumentou o mal-estar em ⁠Washington, em meio ⁠a ​discussões nas principais economias emergentes sobre a redução da dependência do dólar norte-americano.

Reuters

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