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BCE enfrenta nova fase de inflação persistente, diz Lagarde

BCE enfrenta nova fase de inflação persistente, diz Lagarde

Reuters

27/06/2023

Placeholder - loading - Presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde 16/05/2023. REUTERS/Thilo Schmuelgen/File Photo
Presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde 16/05/2023. REUTERS/Thilo Schmuelgen/File Photo

Por Balazs Koranyi e Francesco Canepa

FRANKFURT (Reuters) - A inflação na zona do euro entrou em uma nova fase que pode durar algum tempo, disse nesta terça-feira a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, delineando uma longa luta contra o aumento dos preços que deve afetar a demanda e forçar as empresas a baixar os preços.

O BCE elevou os juros em cada reunião ao longo do último ano, aumentando sua taxa de depósito para 3,5%, e prometeu mais aperto em julho na tentativa de conter a inflação, ainda três vezes maior que sua meta de 2%.

A questão, argumentou Lagarde, é que o que inicialmente foi uma inflação transitória, impulsionada pelo choque de energia, agora se infiltrou na economia em geral e pode persistir.

'É improvável que em um futuro próximo o banco central possa afirmar com total confiança que o pico das taxas foi atingido', disse Lagarde no Fórum do BCE sobre Bancos Centrais em Sintra, Portugal.

Os trabalhadores, que perderam seus rendimentos reais para a inflação, agora tentam recuperar suas perdas, mantendo a inflação sob pressão, um processo que é amplificado pelo crescimento da produtividade abaixo do esperado, disse ela.

Uma recessão abalaria o mercado de trabalho, tornando o trabalho do BCE mais fácil, mas as empresas, lembrando da dificuldade de contratar trabalhadores de volta após a pandemia, agora estão acumulando mão de obra, pressionando os salários para cima.

'Isso está pesando no crescimento da produtividade e... a motivação para as empresas acumularem mão de obra pode não desaparecer rapidamente', disse Lagarde.

Os mercados veem a taxa de depósito do BCE atingindo um pico de 4%, sugerindo que, após o aumento de 25 pontos-base em julho, é provável que haja outro movimento, seja em setembro ou outubro.

Reuters

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