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    Bolsonaro decidiu receber representante de Guaidó para seguir Grupo de Lima, diz porta-voz

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    Presidente Jair Bolsonaro e embaixadora venezuelana María Teresa Belandria, representante no país do autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, em cerimônia no Palácio do Planalto 0

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    BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro decidiu rever a decisão de não receber as credenciais de María Teresa Belandria, embaixadora do autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, para seguir o que fizeram os demais países do Grupo de Lima e outros, disse nesta terça-feira o porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros.

    'O presidente baseou-se em parecer realizado pela assessoria pessoal e pelo Ministério das Relações Exteriores sobre a conveniência ou não de receber as cartas credenciais da embaixadora', disse o porta-voz.

    'De posse dessas informações, e após constatar que a mesma medida já havia sido adotada por outros países dentro e fora do Grupo de Lima sem qualquer repercussão negativa, o presidente optou por receber as cartas credenciais da embaixadora mantendo-se coerente com a decisão de reconhecer o governo de Guaidó.'

    O presidente recebeu nesta terça-feira a credencial de Belandria, em um recuo depois que o governo havia retirado o convite à enviada do líder de oposição.

    A confirmação da apresentação da credencial por Belandria ocorreu pouco antes do início de cerimônia no Palácio do Planalto, às 10h30. Belandria foi a primeira da lista de nove novos embaixadores, e não falou com a imprensa.

    A decisão de incluir a embaixadora venezuelana na cerimônia foi tomada na noite de segunda-feira por Bolsonaro em reunião com o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, de acordo com uma fonte.

    Na semana passada, o porta-voz da Presidência, Otavio Rêgo Barros, chegou a afirmar que a recepção dela estava em aberto e esperando o momento oportuno. Mas a própria embaixadora confirmou à Reuters que seu convite havia sido rescindido.

    A decisão havia sido tomada com base em análise da ala militar do governo - cerca de um terço do gabinete do presidente -, que tem advogado a cautela para o Brasil não dificultar as relações com o presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

    Na sua fala, o porta-voz - que lembrou ser ele mesmo um general da ativa - disse não ter ouvido qualquer objeção dos militares que 'fazem parte do dia a dia do presidente' à recepção de Belandria.

    Rêgo Barros destacou ainda que a decisão de receber oficialmente as credenciais da representante de Guaidó não implica a expulsão dos diplomatas venezuelanos ainda ligados ao governo de Maduro, e que a Venezuela já não tem embaixador no Brasil desde 2017.

    (Por Ricardo Brito e Lisandra Paraguassu)

    Escrito por Reuters

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