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BP planeja polo substancial de petróleo e gás no Brasil e foca descoberta em Santos

BP planeja polo substancial de petróleo e gás no Brasil e foca descoberta em Santos

Reuters

21/09/2026

Placeholder - loading - Logotipo da BP 3 de outubro de 2017 REUTERS/Arnd Wiegmann
Logotipo da BP 3 de outubro de 2017 REUTERS/Arnd Wiegmann

Por Marta Nogueira

RIO DE JANEIRO, ​21 Set (Reuters) - A BP planeja estabelecer um polo relevante de produção de petróleo e gás no Brasil, disse o vice-presidente executivo de Upstream da petroleira nesta segunda-feira, em um discurso destacando também o potencial da descoberta Bumerangue, feita no ano passado no Sul da Bacia de Santos.

Ao participar do congresso ROG.e, Gordon Birrell afirmou que o Brasil se tornou uma parte 'cada vez ⁠mais ⁠importante' da estratégia futura de ​upstream ‌da BP.

'Continuamos planejando estabelecer um polo de produção substancial e bem-sucedido aqui no Brasil', disse Birrell, em uma palestra.

'O Brasil está muito alinhado com aquilo que buscamos: ⁠recursos de longa duração, pessoas competentes para desenvolvê-los e ​parcerias sólidas.'

Birrell afirmou que a BP ainda está avaliando a ​descoberta de Bumerangue, considerada a ‌sua maior já ​feita em ⁠muitos anos, e disse que deverá perfurar um novo poço de avaliação para obter mais informações sobre a descoberta.

Sem dar prazos, ​o executivo afirmou que tecnologias sísmicas avançadas serão utilizadas para definir onde será perfurado o próximo poço de avaliação, enquanto a BP planeja aproveitar a experiência desenvolvida no Brasil ​para lidar com reservatórios com níveis elevados de dióxido de carbono (CO2).

'Há trabalho de avaliação a ser feito (sobre Bumerangue). Vamos seguir os dados e tomar decisões disciplinadas à medida que o trabalho avançar. Mas, até agora, estamos entusiasmados com o que vimos', afirmou, em seu discurso.

Em sua fala, Birrell afirmou que o ​Brasil reúne características importantes para atrair investimentos de longo prazo, citando ‌recursos de classe mundial, ⁠acesso ao mercado internacional pelo Atlântico, instituições e marcos capazes de sustentar projetos que demandam investimentos e podem levar ⁠anos para serem desenvolvidos.

'Poucos países, acredito, estão ⁠mais bem posicionados para oferecer ⁠essa combinação ⁠do ​que o Brasil', afirmou.

(Reportagem de Marta Nogueira; edição de Roberto Samora)

Reuters

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