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Brasil encara Marrocos em jogo de estreia complicado após ciclo turbulento para Copa do Mundo

Brasil encara Marrocos em jogo de estreia complicado após ciclo turbulento para Copa do Mundo

Reuters

11/06/2026

Placeholder - loading - Treinamento da seleção do Brasil para a Copa do Mundo 3 de junho de 2026 IMAGN IMAGES via Reuters/Caean Couto
Treinamento da seleção do Brasil para a Copa do Mundo 3 de junho de 2026 IMAGN IMAGES via Reuters/Caean Couto

Por Fernando Kallas

EAST RUTHERFORD, Nova Jersey, 11 Jun (Reuters) - O ​Brasil inicia no sábado sua mais recente busca pelo tão esperado sexto título da Copa do Mundo, sem margem para um começo tranquilo, enfrentando de cara o promissor Marrocos na estreia do Grupo C, em partida que colocará à prova a capacidade da equipe de lidar com uma longa lista de lesionados.

A seleção brasileira chega à América do Norte sob o comando de Carlo Ancelotti, cuja estreia na Copa do Mundo como técnico ocorre pouco mais de um ano depois que ele deixou o Real Madrid, onde teve uma sequência brilhante de títulos europeus, para assumir uma das missões de resgate mais exigentes do futebol.

O Brasil passou por ⁠três anos turbulentos, ⁠quatro treinadores e uma série de decepções, ​enquanto o ‌longo declínio de Neymar, de craque intocável a uma aposta em termos de condicionamento físico, aumentou a incerteza.

Enquanto outros times importantes têm a chance de estrear no torneio contra adversários mais modestos, o Brasil iniciará sua campanha contra o que deve ser seu maior desafio no Grupo C.

Marrocos ⁠foi a grande surpresa da Copa do Mundo de 2022 no Catar, eliminando Espanha e ​Portugal antes de perder para a França nas semifinais. Construída em torno de uma geração de ​jogadores formados nas bases e ligas da Espanha e da ‌França, a seleção marroquina retorna ​com ⁠qualidade suficiente para tornar a noite de estreia do Brasil desconfortável.

No entanto, eles também chegam com suas próprias turbulências.

Marrocos começou 2026 perdendo a final da Copa Africana das Nações para o Senegal em casa, mas acabou recebendo o ​título em uma decisão polêmica após os rivais abandonarem o campo em protesto contra um pênalti marcado contra eles.

Semanas depois, o técnico de longa data Walid Regragui pediu demissão três meses antes da Copa do Mundo e foi substituído pelo belga Mohamed Ouahbi, promovido da base após levar Marrocos ao título da ​Copa do Mundo Sub-20 no Chile no ano passado.

PROBLEMAS COM LESÕES

As lesões agravaram a situação, com Nayef Aguerd e Abde Ezzalzouli sendo cortados da seleção de 26 jogadores após se machucarem no último amistoso de Marrocos contra a Noruega no domingo.

O Brasil também sofreu com uma avalanche de lesões.

Ancelotti perdeu Rodrygo, Estêvão, Éder Militão e Wesley, todos titulares em potencial, enquanto Neymar foi descartado para a partida contra Marrocos, pois continua se recuperando de uma lesão na panturrilha. Quando ele poderá retornar, e em que condições, permanece incerto.

O Brasil ainda ​conta com uma boa dupla de zagueiros centrais, Marquinhos e Gabriel Magalhães, mas Ancelotti precisa improvisar na lateral direita ‌após perder Wesley e o versátil Militão.

Danilo ⁠e Ibañez disputam a vaga, com o meio-campista Ederson também sendo uma opção.

Mais à frente, Ancelotti vai contar fortemente com Vinícius Jr., a quem ele ajudou a transformar no Real Madrid em um dos ⁠atacantes mais devastadores do futebol.

O Brasil nunca entra discretamente em uma Copa ⁠do Mundo, mas as expectativas estão incomumente moderadas. ⁠Marrocos testará se a ⁠alquimia ​de Ancelotti nos clubes pode se repetir — e se o grande conto de fadas do Catar terá uma sequência.

Reuters

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