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Investimento direto no Brasil supera previsão em junho e eleva em 33% entradas no 1º semestre

Investimento direto no Brasil supera previsão em junho e eleva em 33% entradas no 1º semestre

Reuters

28/07/2026

Placeholder - loading - Prédio do Banco Central em Brasília 11 de junho de 2024  REUTERS/Adriano Machado
Prédio do Banco Central em Brasília 11 de junho de 2024 REUTERS/Adriano Machado

Atualizada em  28/07/2026

SÃO PAULO, 28 Jul (Reuters) - O investimento ​estrangeiro direto do Brasil cresceu cerca de 33% no primeiro semestre do ano em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta terça-feira, após a entrada de junho ter ficado bem acima das expectativas do mercado.

No mês, os investimentos diretos no país alcançaram US$9,075 bilhões, acima dos US$5,0 bilhões projetados em pesquisa da Reuters e contra US$3,068 bilhões em junho de 2025, ⁠elevando ⁠a entrada acumulada no ano para ​US$46,986 ‌bilhões.

Em junho, o BC elevou sua previsão de investimento estrangeiro direto para o ano de US$70 bilhões para US$75 bilhões, citando expectativas de que um desempenho mais forte das exportações ⁠apoiaria maiores entradas de capital estrangeiro em empresas que operam ​no Brasil.

Como exportador de petróleo, o Brasil tem se beneficiado ​dos preços mais altos do combustível em ‌meio ao conflito ​entre ⁠Estados Unidos, Israel e Irã, enquanto as exportações fortes de soja e carne bovina também sustentaram o desempenho comercial do país.

Mesmo assim, a projeção ​de investimentos estrangeiros para o ano inteiro permanece ligeiramente abaixo dos US$78 bilhões registrados em 2025.

A força das exportações também ajudou a melhorar a posição da conta corrente do Brasil em junho. ​O déficit em transações correntes somou US$2,330 bilhões, contra US$5,177 bilhões no mesmo período do ano anterior e abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters de um rombo de US$2,45 bilhões em junho.

O déficit acumulado em 12 meses totalizou em junho o equivalente a 2,46% do Produto Interno Bruto (PIB).

A balança comercial teve superávit de US$8,830 bilhões, contra ​US$5,247 bilhões no mesmo mês de 2025.

A conta de renda primária ‌apresentou em junho déficit de US$6,466 ⁠bilhões, ante rombo de US$6,440 bilhões no mesmo período do ano anterior.

Já o rombo na conta de serviços ficou em US$5,133 ⁠bilhões, contra déficit de US$4,386 bilhões em ⁠junho do ano anterior.

(Por Camila ⁠Moreira em São ⁠Paulo ​e Marcela Ayres em Brasília; Edição de Eduardo Simões e Bernardo Caram)

Reuters

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