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    Desemprego no Brasil recua a 12,3% no tri até julho, mas com número recorde de desalentados, diz IBGE

    Por Thomson Reuters

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    Atualizada em

    Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira

    RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - O Brasil iniciou o terceiro trimestre com queda na taxa de desemprego pela quarta vez seguida, mas registrou número recorde de desalentados diante das incertezas atuais em torno da economia, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    A taxa de desemprego atingiu 12,3 por cento nos três meses até julho depois de ter ficado em 12,4 por cento no segundo trimestre, na quarta queda seguida, de acordo com o IBGE.

    No mesmo período do ano passado, o desemprego era de 12,8 por cento. O resultado ficou em linha com a expectativa em pesquisa da Reuters.

    Os dados da Pnad Contínua mostram que no trimestre até julho o Brasil tinha 12,868 milhões de desempregados, contra 12,966 milhões nos três meses até junho e 13,326 milhões no mesmo período do ano passado.

    O mercado, porém, continua fortemente marcado pela desistência dos trabalhadores em procurar uma recolocação, dado que 4,818 milhões de pessoas desistiram de buscar uma colocação no período, número recorde para a pesquisa iniciada em 2012.

    'O desemprego vem caindo no Brasil por conta do desalento, principalmente neste ano de 2018', afirmou o coordenador do IBGE, Cimar Azeredo.

    Também permanece a degradação do emprego formal. Nos três meses até julho eram 32,981 milhões de pessoas com carteira assinada no setor privado no Brasil, uma queda de 1,1 por cento sobre o ano anterior.

    Já o emprego sem carteira no setor privado aumentou 3,4 por cento em relação ao ano anterior, com 11,094 milhões de trabalhadores.

    O IBGE mostrou ainda que o rendimento médio do trabalhador foi a 2.205 mil reais no período, contra 2.213 mil no segundo trimestre e 2.188 mil no mesmo período de 2017.

    Dados do Ministério do Trabalho mostraram que o Brasil registrou a criação líquida de 47.319 vagas formais de trabalho em julho, com destaque para a agropecuária.

    Mas o cenário é de lentidão do mercado de trabalho em se recuperar e incertezas diante de uma atividade econômica que não consegue engrenar em um ritmo intenso.

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