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Desemprego no Brasil fica em 5,6% no trimestre até maio, nível mais baixo para o período

Desemprego no Brasil fica em 5,6% no trimestre até maio, nível mais baixo para o período

Reuters

26/06/2026

Placeholder - loading - Trabalhadores costuram na Zaja Confecçõees,  pequena fábrica de roupas, em Cerro Corá, Rio Grande do Norte 15 de dezembro de 2025. REUTERS/Pilar Olivares
Trabalhadores costuram na Zaja Confecçõees, pequena fábrica de roupas, em Cerro Corá, Rio Grande do Norte 15 de dezembro de 2025. REUTERS/Pilar Olivares

Atualizada em  26/06/2026

Por Camila Moreira e Rodrigo Viga Gaier

SÃO PAULO/RIO ​DE JANEIRO, 26 Jun (Reuters) - A taxa de desemprego no Brasil atingiu 5,6% nos três meses até maio, menor nível para o período na série histórica e em linha com as expectativas de economistas, em meio a uma queda no número de pessoas sem ocupação e mostrando que o mercado de trabalho segue robusto.

Com isso, a taxa mostra leve recuo ante os 5,8% dos três meses até abril e também na comparação com o trimestre imediatamente anterior, até fevereiro, quando também foi de 5,8%.

No mesmo período do ano anterior a taxa de desemprego foi de 6,2%. A série ⁠histórica da ⁠pesquisa se inicia em 2012.

Os dados divulgados ​nesta sexta-feira ‌pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ficaram em linha com a expectativa em pesquisa da Reuters de 5,6%.

“Atingir a mínima histórica para o período indica que o mercado mantém uma tendência estrutural de aquecimento e expansão na absorção de mão de obra”, ⁠disse o analista da pesquisa no IBGE, William Kratochwill.

'Os segundo trimestres são tradicionalmente ​marcados por maior estabilidade. Vivemos um momento de estabilidade do mercado', completou.

A taxa de ​desemprego no Brasil segue em níveis baixos para os ‌padrões nacionais, e analistas não ​veem ⁠uma deterioração brusca mesmo diante de uma esperada perda de força da economia.

Esse cenário, somado a rendimentos em alta, sustenta a demanda doméstica e dificulta o controle da inflação pelo Banco Central, que reduziu ​a taxa básica de juros a 14,25% este mês, mas deixou os próximos passos em aberto.

A renda média mensal real caiu ligeiramente a R$3.726 nos três meses até maio, no segundo mês seguido de perda, depois de ter ficado em R$3.758 no trimestre até abril e ​em R$3.777 nos três meses até março. No trimestre imediatamente anterior, até fevereiro, a renda havia sido de R$3.756.

'Caso essa tendência se mantenha nos próximos meses, devemos observar um menor impulso ao consumo das famílias, favorecendo uma desaceleração da inflação, principalmente de serviços, e reduzindo parte das pressões enfrentadas pela política monetária', destacou Rafael Perez, economista da Suno Research.

Nos três meses até maio, o número de desempregados caiu 2,8% na comparação com o trimestre imediatamente anterior, chegando a 6,065 milhões, uma ​queda de 9,3% sobre o mesmo período de 2025.

Já o total de ocupados subiu 0,5% ante ‌o trimestre até fevereiro e 0,8% na ⁠comparação anual, chegando a 102,703 milhões.

'Não parece haver sinal de aceleração no emprego e esperamos continuidade da tendência de moderação', disse André Valério, economista sênior do Inter, projetando taxa de desemprego ⁠de 5,7% no fim do ano.

Os trabalhadores com carteira assinada ⁠no setor privado aumentaram 0,2% no trimestre ⁠até maio sobre os ⁠três ​meses imediatamente anteriores, enquanto os que não tinham carteira cresceram 1,1%.

(Por Camila Moreira; edição de Isabel Versiani)

Reuters

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