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Brasil usará reciprocidade na hora adequada e apoiará setores afetados por tarifas, diz Alckmin

Brasil usará reciprocidade na hora adequada e apoiará setores afetados por tarifas, diz Alckmin

Reuters

16/07/2026

Placeholder - loading - Vice-presidente Geraldo Alckmin 22 de abril de 2026 REUTERS/Jorge Silva
Vice-presidente Geraldo Alckmin 22 de abril de 2026 REUTERS/Jorge Silva

Atualizada em  16/07/2026

BRASÍLIA, 16 Jul (Reuters) - O governo ​brasileiro saberá como implementar no momento adequado a Lei de Reciprocidade para responder às tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, e terá um programa de apoio aos setores afetados do país, disse nesta quinta-feira o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin.

Em entrevista coletiva convocada pelo governo para responder às tarifas anunciadas de madrugada pelos ⁠EUA, ⁠Alckmin disse que a medida ​do ‌governo Trump é injusta e descabida, acrescentando que os argumentos apontados partem de uma base 'totalmente falsa'.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, que também participou ⁠da entrevista ao lado de outros ministros, disse que ​o governo reativará o programa Brasil Soberano para fornecer ​apoio aos setores mais afetados ‌pela nova tarifa, ​com ⁠a perspectiva de já adotar alguma iniciativa no início de agosto.

Segundo Durigan, o montante que será oferecido em suporte ​deverá ser inferior ao das outras edições do plano, uma vez que as exceções à nova taxação foram maiores, e será definido a partir de conversa ​com os setores mais afetados.

Em setembro do ano passado, com o lançamento do Brasil Soberano, o governo liberou R$30 bilhões do Fundo Garantidor de Exportações para fornecer crédito mais barato e outros benefícios a setores afetados pelas tarifas dos EUA. A segunda edição do programa, anunciada ​em março e voltada também a setores afetados pela guerra ‌no Oriente Médio, estabeleceu ⁠R$15 bilhões adicionais em linhas de crédito sob gestão do BNDES.

Alckmin mencionou, na entrevista, que nos últimos 15 ⁠anos os EUA tiveram superávit ⁠de US$424 bilhões na relação ⁠comercial com ⁠o ​Brasil.

(Reportagem de Lisandra ParaguassuEdição de Pedro Fonseca e Isabel Versiani)

Reuters

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