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Brent sobe após Vance alertar Israel contra quebra do cessar-fogo

Brent sobe após Vance alertar Israel contra quebra do cessar-fogo

Reuters

18/06/2026

Placeholder - loading - Navios e barcos no Estreito de Ormuz, em Musandam, Omã, em 22 de abril de 2026. REUTERS/Stringer
Navios e barcos no Estreito de Ormuz, em Musandam, Omã, em 22 de abril de 2026. REUTERS/Stringer

Por Erwin Seba

HOUSTON, 18 Jun (Reuters) - ​Os preços do petróleo Brent subiram nesta quinta-feira depois que o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, advertiu Israel contra novos ataques ao Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã, no Líbano, o que gerou dúvidas sobre a durabilidade do acordo de cessar-fogo entre os EUA e o Irã.

“As declarações do vice-presidente sobre Israel podem ter deixado a situação novamente tensa”, disse John Kilduff, sócio da Again ⁠Capital. “Acho ⁠que o menor tipo de ​perturbação vai ‌se refletir no mercado.”

Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam a US$79,85 o barril, alta de 0,38%. O West Texas Intermediate (WTI) dos EUA caiu 0,25%, fechando a US$76,60 o barril.

Antes ⁠dos comentários de Vance, o Brent atingiu seu nível ​mais baixo desde 27 de fevereiro, que foi o último ​dia de negociações antes dos ataques ‌iniciais dos EUA ​e de ⁠Israel ao Irã. O WTI estava em seu nível mais baixo desde 4 de março.

Em última análise, os mercados de petróleo estarão ​atentos ao que acontecerá no Estreito de Ormuz, por onde passavam 20% do petróleo mundial antes do início da guerra.

“A retomada total do fluxo de petróleo pelo estreito já foi ​precificada”, disse Kilduff. “Qualquer coisa aquém disso será um problema.”

O memorando de entendimento de 14 pontos entre os Estados Unidos e o Irã estabelece um período de negociação de 60 dias, durante o qual o Irã permitirá a passagem sem cobrança de pedágio pelo Estreito de Ormuz. O acordo prevê que o tráfego pelo estreito ​seja restaurado à sua capacidade total em até 30 dias.

O acordo ‌também é vinculativo para os ⁠aliados dos dois países no Oriente Médio e se aplica especificamente ao Líbano, onde Israel vem conduzindo uma campanha aérea ⁠e terrestre contra o Hezbollah.

(Reportagem de Erwin ⁠Seba em Houston, Robert Harvey ⁠em Londres, Anushree ⁠Mukherjee ​em Bengaluru, Colleen Howe em Pequim e Siyi Liu em Cingapura)

Reuters

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