Capa do Álbum: Antena 1
A Rádio Online mais ouvida do Brasil
Antena 1

ByteDance, Alibaba e Tencent fazem pedidos de chips da Nvidia no valor de mais de US$35 bi

ByteDance, Alibaba e Tencent fazem pedidos de chips da Nvidia no valor de mais de US$35 bi

Reuters

20/10/2026

Placeholder - loading - Pessoas estão perto do logotipo da Nvidia em seu estande durante a Exposição Internacional da Cadeia de Suprimentos da China (CISCE) em Pequim, China, em 22 de junho de 2026  REUTERS/Florence Lo
Pessoas estão perto do logotipo da Nvidia em seu estande durante a Exposição Internacional da Cadeia de Suprimentos da China (CISCE) em Pequim, China, em 22 de junho de 2026 REUTERS/Florence Lo

20 Out (Reuters) - As empresas ByteDance, Alibaba e Tencent encomendaram mais ​de 3 milhões das novas placas de vídeo RTX PRO 5500 da Nvidia, com um valor de tabela total superior a US$35 bilhões, segundo duas fontes a par do assunto, em uma corrida para obter um chip menos potente, mas que cumpra as normas de exportação, em meio às restrições dos EUA ao comércio com a China.

A fabricante de chips norte-americana Nvidia informou a clientes e parceiros que não pode garantir o atendimento dos pedidos, pois a demanda das empresas de tecnologia chinesas excede em muito a produção planejada, segundo as duas fontes e uma terceira pessoa a par do assunto. Elas pediram anonimato por não estarem autorizadas a falar com a mídia.

O RTX PRO 5500 é um chip para estações de trabalho, projetado para computadores profissionais potentes, ⁠e não para ⁠os grandes clusters de data centers que utilizam ​os processadores de ‌IA mais avançados da Nvidia. No entanto, ele está entre os chips mais potentes da Nvidia que ainda estão disponíveis para compradores chineses.

O chip para data center B300 da Nvidia, baseado na arquitetura Blackwell, não pode ser vendido a compradores chineses devido aos controles de exportação dos EUA, enquanto as exportações do H200, baseado na arquitetura Hopper, ⁠são analisadas caso a caso e estão sujeitas a condições de licenciamento.

Uma fonte afirmou que a ​Nvidia informou aos parceiros que eles poderiam receber apenas 5% a 10% das quantidades solicitadas. Outra fonte disse que ​a empresa havia indicado que não poderia produzir mais do que ‌3 milhões de placas RTX PRO ​5500 ⁠globalmente em 2027. O total de pedidos de clientes na China ultrapassou 6 milhões, segundo duas das fontes.

Os pedidos das três gigantes chinesas de tecnologia são por placas com preço de cerca de US$11.400 cada, disseram duas das fontes, o que lhes confere um ​valor potencial combinado de mais de US$35 bilhões.

A magnitude dos pedidos, que não havia sido divulgada anteriormente, ressalta o interesse contínuo das empresas chinesas pelo hardware da Nvidia, apesar das restrições dos EUA.

O presidente-executivo da Nvidia, Jensen Huang, afirmou que as restrições reduziram a participação da Nvidia no mercado chinês de chips para data centers de IA de um quase monopólio a ​praticamente nada. Mas a demanda pelo RTX PRO 5500 sugere que a Nvidia mantém um mercado potencial considerável na China por meio de produtos menos potentes que ainda podem estar disponíveis.

O aumento na demanda também destaca como as restrições dos EUA restringiram o fornecimento de poder de computação na segunda maior economia do mundo, à medida que as empresas chinesas correm para desenvolver modelos de IA de ponta e impulsionam os esforços de Pequim para implantar a tecnologia em todos os seus setores.

As restrições de Washington levaram as empresas chinesas a recorrerem a fornecedores nacionais, enquanto Pequim tem incentivado o uso de chips de ​fabricação própria.

A Huawei, em particular, ganhou participação de mercado, embora os fabricantes chineses de chips tenham, em geral, enfrentado dificuldades para se ‌equiparar aos principais produtos norte-americanos, em parte porque restrições ⁠específicas limitaram o acesso aos equipamentos estrangeiros utilizados na fabricação dos chips mais avançados.

Um porta-voz da Nvidia afirmou que os fabricantes chineses de chips e placas para estações de trabalho tiveram “um crescimento sem precedentes desde 2022”, quando as restrições foram ⁠impostas pela primeira vez.

A ByteDance, Alibaba e a Tencent não responderam aos pedidos de comentário.

O ⁠Departamento de Indústria e Segurança do Departamento de Comércio dos ⁠EUA, que supervisiona os controles ⁠de ​exportação, e o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China não responderam aos pedidos de comentário.

(Reportagem da equipe da Reuters)

Reuters

Compartilhar matéria

Mais lidas da semana

 

Carregando, aguarde...