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    Câmara aprova PEC que torna Fundeb permanente

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    Plenário da Câmara dos Deputados 07/08/2019 REUTERS/Adriano Machado

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    BRASÍLIA (Reuters) - Com amplo apoio das bancadas de todos os matizes ideológicos, a Câmara dos Deputados aprovou na noite desta terça-feira em dois turnos a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que torna permanente o Fundeb, o fundo de financiamento da educação básica no país.

    Ao incorporar sugestões feitas pelo governo de última hora, o texto da relatora, deputada Professora Dorinha (DEM-TO), prevê uma elevação da parcela da União no fundo dos atuais 10% para 23% em seis anos. A versão anterior previa um repasse federal de 20%.

    'Essa Casa assume um compromisso público com a educação brasileira', disse Dorinha, durante a discussão da proposta em plenário.

    O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), elogiou o governo que 'dialogou' no debate e permitiu se encontrar um caminho.

    'Aqui estamos fazendo história hoje e com muita responsabilidade', disse. 'São despesas que são investimentos nas nossas crianças', completou.

    Agora a proposta segue para o Senado. Se os senadores aprovarem a matéria em dois turnos, ela será promulgada e passará a vigorar.

    A relatora da proposta na Câmara não acatou sugestão que chegou a ser feita pelo Executivo para que 5% do fundo financiasse a transferência de renda a famílias com crianças em idade escolar e pré-escolar, dentro do Renda Brasil --o programa que o governo quer criar para substituir o Bolsa Família, uma marca registrada dos governos petistas.

    Na conclusão da votação do primeiro turno, os deputados aprovaram um destaque que retira a compensação da Lei Kandir como um das fontes de financiamento do Fundeb.

    O atual Fundeb iria ser encerrado em dezembro deste ano e o governo cogitou só retomá-lo em 2022, deixando o próximo ano sem esse aporte de recursos federais para Estados e municípios. Mas o parecer manteve o repasse ininterruptamente.

    Na votação em segundo turno, a Câmara rejeitou um destaque apresentado pelo Novo que tentava retirar um instrumento chamado CAQ (Custo Aluno-Qualidade). Ele prevê um repasse mínimo de recursos por estudante em cada escola.

    Na véspera da votação, o Palácio do Planalto tentou pressionar parlamentares a adiar a votação da proposta para a quarta-feira, mas tanto o presidente da Câmara quanto a relatora da matéria se posicionaram contra.

    Mais cedo nesta terça, lideranças do centrão chegaram a apresentar um requerimento de adiamento da votação da PEC, mas retiraram o pedido.

    (Reportagem de Ricardo Brito)

    Escrito por Reuters

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