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Carney busca nova parceria entre EUA e Canadá em momento que mundo passa por 'ruptura'

Carney busca nova parceria entre EUA e Canadá em momento que mundo passa por 'ruptura'

Reuters

28/05/2026

Placeholder - loading - Presidente dos EUA, Donald Trump, e o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney  7 de outubro de 2025   REUTERS/Evelyn Hockstein
Presidente dos EUA, Donald Trump, e o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney 7 de outubro de 2025 REUTERS/Evelyn Hockstein

Por Michael S. Derby e Maria Cheng

NOVA ​YORK, 28 Mai (Reuters) - O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, pediu uma 'nova parceria' com os Estados Unidos para 'ajudar a tornar a América grande novamente', em um discurso proferido em Nova York na quinta-feira.

Carney disse que, embora o mundo esteja passando por uma 'ruptura' à medida que os EUA transformam suas relações comerciais, trabalhar em estreita colaboração com o Canadá em setores específicos, incluindo alumínio, automóveis e minerais essenciais, fortaleceria os dois países.

Em meio a uma guerra comercial contínua com os EUA, Carney prometeu dobrar as exportações canadenses ⁠para outros ⁠mercados na próxima década e assinou ​mais de ‌20 acordos econômicos e de segurança no último ano. Enquanto Carney falava em Nova York, as autoridades comerciais dos EUA estavam na Cidade do México conversando com autoridades locais sobre a revisão do acordo comercial entre EUA, ⁠México e Canadá. Por enquanto, as discussões excluem o Canadá.

Após ameaças do ​presidente Donald Trump de anexar o Canadá como o 51º Estado, Carney ​descreveu os laços do Canadá com os EUA ‌como 'pontos fracos que precisamos ​corrigir' e ⁠disse que os EUA haviam mudado fundamentalmente sua abordagem ao comércio, elevando as tarifas a níveis vistos pela última vez durante a Grande Depressão.

Em janeiro, Carney se referiu à 'hegemonia ​norte-americana' em um discurso no Fórum Econômico Mundial em Davos, Suíça, dizendo que a maior integração com as grandes potências criava 'vulnerabilidades a serem exploradas'. Ele pediu que as potências médias agissem em conjunto, acrescentando que 'se não estivermos à mesa, estaremos no ​cardápio'.

TOM CONCILIATÓRIO

No início desta semana, Carney anunciou planos para que o Canadá compre uma frota de aviões militares da Suécia, em uma mudança da dependência anterior do país em relação aos fabricantes norte-americanos.

Em Nova York, entretanto, o primeiro-ministro adotou um tom mais conciliatório, descrevendo os EUA como 'o país mais dinâmico, resiliente e inventivo que o mundo já conheceu'. Ele disse que os valores fundadores dos EUA -- liberdade, democracia, justiça e ​abertura -- 'devem continuar a servir como guias para o seu futuro e o do mundo'.

Carney ‌reconheceu que, embora os EUA e ⁠o Canadá tenham tido disputas, os países sempre trabalharam para superá-las e que um Canadá mais independente torna o país um aliado melhor.

'Em um momento de crise ⁠energética global, o Canadá fornece aos Estados Unidos ⁠a energia confiável e os minerais essenciais ⁠que ajudam a ⁠alimentar ​o crescimento norte-americano', declarou Carney.

(Reportagem de Michael Derby em Nova York e Maria Cheng em Ottawa)

Reuters

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