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Carro voador da Embraer faz primeiro teste de transição para voo horizontal

Aeronave se manteve no ar por pouco mais de 3 minutos e alcançou velocidade máxima de 55 km/h

Redação

04/08/2026

Placeholder - loading - Carro voador da Embraer faz primeiro teste de transição para voo horizontal (Foto: Eve/Divulgação)
Carro voador da Embraer faz primeiro teste de transição para voo horizontal (Foto: Eve/Divulgação)

A Eve Air Mobility, subsidiária da Embraer, anunciou nesta segunda-feira (3) que concluiu o primeiro voo de transição com seu protótipo de veículo elétrico de pouso e decolagem vertical (eVTOL).

O teste envolveu a ativação da hélice propulsora traseira, o que permitiu a transição do voo vertical para o voo horizontal. A aeronave atingiu uma velocidade estabilizada de 27 nós (50 km/h) e uma velocidade máxima de 30 nós (55 km/h).

O voo durou 3 minutos e 9 segundos, percorreu aproximadamente 0,84 milha náutica (1.550 metros) e atingiu uma altura de 90 pés (27 metros) acima do nível do solo.

A fase de transição é considerada crítica para a operação de eVTOLs. “A ativação bem-sucedida do sistema de propulsão traseira em voo valida um aspecto fundamental do projeto da nossa aeronave e nos aproxima ainda mais da entrega de soluções de mobilidade aérea seguras, eficientes e escaláveis”, disse o diretor executivo da Eve Air Mobility, Johann Bordais.

De acordo com a empresa, a equipe de engenharia continua conduzindo análises estruturais e de cargas. Os próximos passos envolvem testes no sistema de comunicação por rádio para avaliar o desempenho das aeronaves em operações com velocidade de até 50 nós (92 km/h).

Certificação

A Eve Air Mobility adiou de 2027 para 2028 o cronograma de certificação de seu eVTOL (sigla para “veículo elétrico de pouso e decolagem vertical”). Inicialmente, a meta era 2026.

As aeronaves da companhia, que dependem do aval da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) terão capacidade para quatro passageiros, além do piloto, autonomia de 100 quilômetros e espaço para duas malas ou quatro bagagens de mão.

“Ao longo de 59 voos, confirmamos um desempenho estável em voo estacionário e um comportamento de controle previsível dentro dos limites da aeronave, ao mesmo tempo que ampliamos nossa compreensão sobre cargas, aerodinâmica, propulsão e gerenciamento de energia, fundamentos essenciais para a fase de transição e o caminho de certificação que temos pela frente com os protótipos em conformidade”, afirmou Bordais.

Redação

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