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    Embraer faz acordos para venda de nova família de jatos em feira britânica

    SÃO PAULO (Reuters) - A Embraer anunciou nesta terça-feira durante a feira britânica de aviação de Farnborough novas encomendas e intenções de compra da nova família de jatos comerciais E2, em acordos com potencial de reforçar a carteira de pedidos da fabricante brasileira em alguns bilhões de dólares nos próximos meses.

    A maior parte dos anúncios, porém, envolveu intenções de compra, que podem ou não ser confirmadas mais adiante, num total até agora de 136 aviões. Deste volume, 100 unidades envolvem o jato E175, encomendado pela norte-americana Republic Airways, e incluem possibilidade de conversão do pedido para o novo modelo E175-E2. A intenção da companhia, se confirmada, valerá 9,3 bilhões de dólares a preços atuais dos aviões.

    Além disso, a companhia aérea brasileira Azul assinou intenção de ampliar em 21 jatos seu pedido de 30 E195-E2 acertado em 2015, a suíça Helvetic Airways pretende levar 12 E190-E2 nos próximos meses e uma companhia aérea espanhola cujo nome não foi revelado mostrou interesse firme em três E195-E2.

    Em termos de pedidos firmes, a fabricante brasileira conseguiu nesta terça-feira 10 encomendas de E195-E2, que carregam opção de serem ampliadas em mais 10 unidades do mesmo modelo. O pedido foi feito pela Wataniya Airways, do Kuwait, tem um valor potencial de até 1,3 bilhão de dólares e será incluído na carteira de encomendas firmes do terceiro trimestre. Na véspera, durante a feira britânica, a Embraer anunciou pedido firme feito pela norte-americana United Airlines envolvendo 25 jatos E175, em um contrato avaliado em 1,1 bilhão de dólares.

    As ações da Embraer ampliavam o movimento de alta iniciado após o anúncio da carta de intenção da Azul mais cedo. Às 14:35, os papéis subiam 3 por cento, a 21,62 reais, enquanto o Ibovespa

    Em abril, o presidente da divisão de jatos comerciais da Embraer, unidade que pode ser passada ao controle da norte-americana Boeing , John Slattery, afirmou que ficaria 'decepcionado' se a empresa não conseguisse vendas significativas da nova família de aviões este ano.

    As versões modernizadas dos aviões comerciais da Embraer começaram a ser entregues em abril. O primeiro modelo a ficar pronto foi o E190-E2, entregue para a norueguesa Widerøe.

    A família de aviões E2, que ainda tem os modelos 175 e 195, tem capacidade de 80 a 146 passageiros e deve ter o lançamento concluído até 2021. O modelo 195 deve ficar pronto no final do próximo ano.

    Na semana passada, a norte-americana JetBlue, do mesmo fundador da Azul, anunciou decisão de trocar sua frota de cerca de 60 jatos da Embraer por modelos produzidos pela parceria Airbus-Bombardier, o que pressionou as ações da fabricante brasileira.

    (Por Alberto Alerigi Jr.)

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    Boeing e Embraer defendem acordo para venda de divisão de jatos comerciais

    FARNBOROUGH, Inglaterra (Reuters) - Executivos da Boeing e da Embraer defenderam nesta segunda-feira o acordo para a venda da principal divisão da fabricante brasileira de aeronaves para o grupo norte-americano e afirmaram que estão confiantes de que conseguirão aprovação de autoridades para o acordo.

    'Eu não posso acreditar que qualquer pessoa seja contra este projeto dados os benefícios que ele trará para o Brasil', afirmou o presidente-executivo da Embraer, Paulo Cesar de Souza e Silva, a jornalistas durante a feira de aviação de Farnborough, na Inglaterra. 'Que pode ser contra mais empregos, mais exportações, mais tecnologia e mais acesso a capital?', acrescentou.

    As duas companhias anunciaram este mês um acordo prévio sob o qual a Boeing vai assumir o controle da divisão de aviação comercial da Embraer por meio da criação de uma joint-venture de 4,75 bilhões de dólares que enfrentará a parceria da Airbus com a Bombardier.

    O presidente-executivo da Boeing, Dennis Muilenburg, afirmou durante o evento que o acordo com a Embraer marcará um momento definidor na história da companhia norte-americana e que há um 'grande alinhamento' entre as empresas.

    Muilenburg afirmou que o acordo vai permitir à Boeing buscar clientes com combinações de frotas envolvendo os modelos de aviões 737 MAX e a família E2, da Embraer, e oferecer a eles mais serviços.

    O acordo entre Boeing e Embraer precisa de aprovação de autoridades que incluem o governo brasileiro, que tem se mostrado favorável à operação. A compra da divisão de jatos comerciais da Embraer vai adicionar ao portfólio da Boeing aviões com capacidade para 70 a 130 passageiros e deve impulsionar o lucro por ação da companhia norte-americana a partir de 2020.

    Na semana passada, sindicatos de trabalhadores da Embraer no Brasil mantiveram postura contrária ao negócio, afirmando que a empresa já demitiu apenas neste ano cerca de 300 funcionários em sua principal fábrica, em São José dos Campos (SP), algo que a companhia brasileira afirma se tratar de 'rotatividade natural da empresa' e que 'vem mantendo estável o volume de empregos no Brasil'.

    Além da operação na área de jatos comerciais, Boeing e Embraer vão aprofundar laços nas vendas e serviços envolvendo o cargueiro brasileiro KC-390.

    As companhias afirmaram a jornalistas que vão colaborar com novas gerações ou modificações da plataforma do KC-390, bem como vão estabelecer acordos mútuos para gestão de fornecedores nas operações com aviões de passageiros e militares.

    (Por Eric M. Johnson)

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    Boeing e Embraer defendem parceria em jatos comerciais e se dizem confiantes em aprovação regulatória

    FARNBOROUGH, Inglaterra (Reuters) - Os principais executivos da Boeing e da Embraer defenderam nesta segunda-feira a parceria na área de aviação comercial entre as duas empresas e disseram que estão confiantes na aprovação regulatória do negócio.

    'Não posso prever que alguém será contra este projeto, dados os benefícios que isso trará para o Brasil', disse o presidente-executivo da Embraer, Paulo Cesar de Souza e Silva, em entrevista coletiva na Farnborough Air Show. 'Quem pode ser contra mais empregos, mais exportações, mais tecnologia, mais acesso a capital?'

    As duas empresas anunciaram neste mês que fecharam um acordo sob o qual a Boeing assumirá o controle da divisão de aeronaves comerciais da Embraer em uma nova joint venture de 4,75 bilhões de dólares que reformulará um duopólio global de jatos de passageiros. [nL1N1U10VV]

    A nova companhia, englobando o negócio de aeronaves comerciais da Embraer, coloca a Boeing na extremidade inferior do mercado, elevando a competição com os jatos CSeries projetados pela canadense Bombardier Inc e que contam com o apoio da europeia Airbus SE, rival da Boeing.

    O presidente-executivo da Boeing, Dennis Muilenburg, disse que o acordo marca um momento decisivo na história da Boeing e que há 'grande alinhamento' entre as empresas.

    Ele disse que o acordo permitiria à Boeing ir aos clientes com combinações de serviços de frota entre o avião 737 MAX e a família E2, e oferecer outros valores em tecnologia e serviços.

    (Por Eric M. Johnson em Seattle)

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    Aprovação do negócio entre Embraer e Boeing depende de BNDES e Previ, dizem fontes

    Por Tatiana Bautzer e Carolina Mandl

    SÃO PAULO (Reuters) - A Embraer está contando com os votos de acionistas de entidades próximas do setor público para superar qualquer potencial objeção de investidores à venda do controle de sua divisão de jatos comerciais para a Boeing, disseram duas fontes com conhecimento do assunto.

    Dúvidas sobre o valor atribuído pela Boeing à divisão de aviação comercial da Embraer fizeram as ações da fabricante brasileira despencarem quase 15 por cento na quinta-feira passada, dia em que as empresas anunciaram a assinatura de um memorando de entendimentos, embora as ações ainda acumulem uma alta de 32 por cento desde as primeiras notícias sobre a negociação entre as companhias. O memorando atribuiu valor de 4,75 bilhões de dólares para a divisão.

    Alguns acionistas minoritários da Embraer reclamaram que o acordo dá efetivamente à Boeing controle da principal unidade geradora de lucro da companhia sem a necessidade de ter de pagar um prêmio de 50 por cento estabelecido em cláusula de veneno no estatuto da empresa brasileira. Os principais acionistas estrangeiros até o momento se mantiveram calados sobre a questão.

    Mas mesmo que alguns investidores se oponham ao negócio, uma cláusula pouco conhecida do estatuto da Embraer dará aos votos de acionistas brasileiros cerca de seis vezes mais peso que aqueles dos investidores estrangeiros em uma assembleia de acionistas, afirmaram as fontes.

    O apoio do fundo de pensão Previ e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que juntos detêm cerca de 10 por cento da Embraer, ao negócio pode então se mostrar decisivo, disseram as fontes, ressaltando o poder de veto do governo brasileiro por meio de uma golden share na empresa.

    Embraer, Boeing e Previ se recusaram a comentar a questão. O BNDES não respondeu o pedido de comentários.

    A assembleia de acionistas ainda não foi marcada, mas duas pessoas próximas ao negócio acreditam que ela possa ocorrer entre setembro e outubro.

    REGRA POUCO CONHECIDA

    As regras do estatuto da Embraer garantem a acionistas brasileiros pelo menos 60 por cento de poder de voto em assembleias, apesar de estes investidores deterem apenas 19 por cento das ações em circulação da companhia. Cerca de metade dessa participação está nas mãos de Previ e BNDES.

    O BNDES, que detém participação na Embraer por meio de seu braço de participações BNDESPar, participou do grupo de trabalho montado pelo governo para discutir o negócio entre Boeing e Embraer, junto com representantes dos ministérios da Fazenda e da Defesa, que discutiu o valor atribuído à divisão comercial da Embraer.

    O presidente do BNDES, Drogo Oliveira, disse na terça-feira que a considera operação das empresas certamente um bom negócio (para os acionistas) .

    A Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, até agora não comentou publicamente sua posição em relação ao negócio.

    Os principais acionistas da Embraer --Brandes Investimento Partires, BlackRock e Mondaria Investimento Partners--também podem ter sua manifestação restringida pelo estatuto a um máximo de 5 por cento do total de votos. Representantes dos três gestores de investimentos não comentaram o assunto.

    RESISTÊNCIA DOS ACIONISTAS

    Apesar das ações da Embraer ainda mostrarem uma valorização de 32 por cento em relação ao dia anterior do anúncio do interesse da Boeing, alguns analistas avaliam que os investidores seguem descontentes com a oferta da companhia norte-americana.

    Vemos grandes chances de os acionistas da Embraer exigirem um preço mais alto pela participação no segmento de aviação comercial, dado o valor estratégico da unidade e o baixo impacto financeiro para a Boeing , escreveu o analista Renato Mímica, do BTG Pactua.

    Um gestor de fundo que detém menos de 1 por cento das ações da Embraer, que pediu para não ser identificado para preservar sua relação com a administração da companhia, afirmou que o valor atribuído à unidade foi baixo e questionou por que outros investidores, além do BNDES, não foram consultados previamente.

    Em meio à discussão prévia à assembleia, Renato Chaves, acionista com uma pequena participação e ex-diretor da Previ, encaminhou uma reclamação na semana passada à Comissão de Valores Mobiliários (COM) acusando as empresas de desenhar o negócio de maneira a evitar a cláusula de veneno do estatuto da Embraer.

    A cláusula assegura uma oferta a todos os acionistas da empresa com um prêmio de 50 por cento sobre os preços de mercado se qualquer investido comprar 35 por cento ou mais da companhia brasileira.

         O que eu vejo é a Embraer vendendo 85 por cento de sua receita para a Boeing e a cláusula de veneno deveria ser aplicada , disse Chaves. O que eles estão fazendo é uma aquisição disfarçada para evitar a cláusula de veneno.

    De qualquer maneira, o formato atual do negócio foi exigido pelo governo brasileiro durante as discussões por meio de sua golden share, e não o inicialmente proposto pela Boeing, de uma aquisição simples da Embraer.

    A COM não se pronuncia sobre queixas de investidores além de suas decisões públicas.

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    Boeing faz acordo para assumir controle de principal divisão da Embraer

    Por Brad Haynes e Tim Hepher

    SÃO PAULO (Reuters) - A Embraer acertou um acordo com a norte-americana Boeing para formação de joint venture que vai envolver a área de aviação comercial da fabricante brasileira, em uma etapa de transformação do duopólio global de jatos para passageiros.

    A nova companhia a ser criada após aval de autoridades que incluem o governo brasileiro, marcará a entrada da Boeing no segmento de aviões comerciais de menor porte e dará mais competição para os jatos CSeries, projetados pela canadense Bombardier e apoiados pela europeia Airbus.

    O memorando de entendimentos assinado por Boeing e Embraer avalia as operações de aviação comercial da companhia brasileira, a principal divisão da terceira maior fabricante de aviões do mundo, em 4,75 bilhões de dólares.A Boeing terá 80 por cento da companhia resultante da transação, uma parcela avaliada em 3,8 bilhões de dólares. A Embraer, terceira maior exportadora do Brasil, ficará com os 20 por cento restantes da nova empresa.

    As ações da Embraer encerraram o dia em queda de mais de 14 por cento, maior queda diária no fechamento desde julho de 2016. Analistas do BTG Pactual avaliaram que o valor atribuído pela operação às operações da Embraer ficou abaixo do esperado. Desde o final de dezembro, quando saíram as primeiras notícias sobre o potencial acordo, até quarta-feira, as ações da Embraer acumularam valorização de quase 65 por cento.

    A parceria das empresas acontece depois da aliança entre Airbus e Bombardier, anunciada no ano passado e que representa o maior realinhamento do mercado global de aviação em décadas ao fortalecer os fabricantes estabelecidos do Ocidente contra novos entrantes da China, Rússia e Japão, afirmam analistas.

    O presidente-executivo da Embraer, Paulo Cesar Silva, disse aos funcionários da companhia, em uma nota vista pela Reuters, que a consolidação na cadeia de suprimentos aeroespacial também foi um dos motivos por trás do acordo com a Boeing.

    Isso vem acontecendo com nossos fornecedores e com nossos clientes. Eles começaram a se organizar em grandes blocos, dificultando a negociação de empresas do porte da Embraer , afirmou.

    A parceria entre Boeing e Embraer, que adiciona aviões de 70 a 130 lugares aos modelos da Boeing, deve impulsionar o lucro por ação da companhia norte-americana a partir de 2020, gerando economias anuais de custo de cerca de 150 milhões de dólares até o terceiro ano, afirmaram as empresas.

    O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, onde está uma das principais fábricas da Embraer, afirmou em comunicado que vai cobrar do governo federal e do Congresso Nacional veto à operação que coloca em risco a soberania nacional e milhares de empregos do setor aeronáutico...Trata-se do único setor de tecnologia intensa que possui superávit na balança comercial brasileira .

    DEFESA E AVIAÇÃO EXECUTIVA

    A Embraer transferirá grande parte de sua dívida para o novo empreendimento e a Boeing deve pagar por sua participação em dinheiro, disseram executivos da brasileira a analistas do setor.

    Cerca de 20 por cento do pagamento em dinheiro será destinado a impostos e o restante poderá ser dividido entre recompras de ações, dividendo especial, desalavancagem e desenvolvimento de novos produtos, disseram os executivos.

    O presidente da Embraer disse aos funcionários na nota que a Embraer elevará seu caixa em 1 bilhão de dólares quando o negócio com a Boeing for concluído, permitindo mais investimentos em novos projetos.

    A Embraer vai manter sob seu controle a divisão de produtos militares e de jatos executivos. Apesar dos receios em torno da influência norte-americana sobre programas de defesa da Embraer, recentes sinais emitidos pelo presidente Michel Temer e por autoridades militares sugerem que o governo está satisfeito com os termos propostos para a aliança.

    Na véspera, o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Nivaldo Luiz Rossato, afirmou que a Embraer precisa analisar propostas de parcerias com outras empresas sob risco de ficar sem recursos para investimentos. [nL1N1U0152]

    A finalização dos detalhes financeiros e operacionais da parceria estratégica e a negociação dos acordos definitivos devem prosseguir nos próximos meses, mas a expectativa é que a transação seja concluída até o fim de 2019, caso as aprovações regulatórias e de acionistas ocorram no tempo previsto, disseram as empresas.

    Uma fonte do governo federal disse que o acordo anunciado nesta quinta-feira provavelmente será aprovado em Brasília. Outra fonte, porém, disse que a aprovação não é certa e dependerá dos detalhes finais a serem apresentados no final deste ano.

    Esta importante parceria está claramente alinhada à estratégia de longo prazo da Boeing de investir em crescimento orgânico e retorno de valor aos acionistas, complementada por acordos estratégicos que aprimoram e aceleram nossos planos de crescimento , disse Dennis Muilenburg, presidente da Boeing.

    O acordo ainda prevê a criação de outra joint venture para promoção e desenvolvimento de novos mercados e aplicações para produtos e serviços de defesa, em especial o avião cargueiro KC-390.

    A aliança entre Boeing e Embraer tomou forma mais de dois anos depois que a ideia foi apresentada internamente ao conselho de administração da Boeing e reflete uma antiga afinidade entre as duas fabricantes de aeronaves, disse uma fonte familiarizada com a negociação.

    No entanto, a pressão por um acordo se intensificou quando a Airbus anunciou no ano passado a tomada de controle do programa CSeries da Bombardier.

    O anúncio Boeing-Embraer confirma o forte potencial do mercado na categoria de 100 a 150 assentos , disse a Airbus por meio de um porta-voz. A Boeing e a Embraer estão seguindo a Airbus e a Bombardier.

    (Reportagem adicional de Arunima Banerjee em Bangalore, Índia, Lisandra Paraguassu em Brasília, Paula Laier, Flavia Bohone e Tatiana Bautzer em São Paulo; e Tracy Rucinski em Chicago, Estados Unidos)

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