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    Embraer recebe pedido firme da American Airlines de 15 jatos E175, no valor de US$705 mi

    SÃO PAULO (Reuters) - A Embraer disse nesta segunda-feira que a American Airlines Inc. fez um pedido firme para mais quinze jatos E175, em um contrato de 705 milhões de dólares, com base nos atuais preços de lista.

    De acordo comunicado ao mercado da fabricante brasileira de aeronaves, a encomenda será incluída na carteira de pedidos firmes da Embraer (backlog) do quarto trimestre de 2018 e as entregas começarão em 2020.

    'Somado aos pedidos anteriores de E175 realizados pela companhia aérea, este novo contrato resulta em uma encomenda total de 104 aeronaves do modelo pela American Airlines desde 2013', disse a Embraer em comunicado.

    De acordo com a empresa brasileira, a American Airlines selecionou sua subsidiária Envoy para operar as quinze aeronaves, que serão configuradas com um total de 76 assentos, sendo 12 assentos de primeira classe e 64 de classe econômica, incluídos os de classe econômica extra.

    'Este novo pedido da American Airlines mostra o valor que as companhias aéreas seguem depositando no nosso bem sucedido jato E175', disse o diretor de Marketing e Vendas para a América do Norte da Embraer Aviação Comercial, Charlie Hills.

    Com este novo contrato, a Embraer disse que vendeu mais de 435 jatos do modelo E175 para companhias aéreas na América do Norte desde janeiro de 2013, obtendo mais de 80 por cento do total de pedidos no segmento de jatos de até 76 assentos.

    A Embraer está negociando há meses com a Boeing um acordo no qual a fabricante de aviões norte-americana passaria a deter 80 por cento da divisão comercial da companhia brasileira, que ficaria com os 20 por cento restantes.

    O governo tem uma 'golden share' na Embraer, que lhe dá poderes para aprovar e vetar temas estratégicos para a empresa. O governo do presidente Michel Temer esperava a definição da eleição presidencial para apresentar o projeto e encaminhar a parceria entre as duas fabricantes.

    Em entrevista na semana passada, o presidente eleito Jair Bolsonaro prometeu apoiar o acordo.

    (Por Paula Arend Laier)

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    Bolsonaro promete apoiar acordo Embraer-Boeing e fala em buscar parcerias para Petrobras

    Por Rodrigo Viga Gaier

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - O presidente eleito Jair Bolsonaro prometeu vai apoiar acordo entre a norte-americana Boeing e a brasileira Embraer e afirmou que no seu governo pode vender áreas da Petrobras e buscar parcerias para a empresa manter seus investimentos.

    O acordo entre Boeing e Embraer está sendo discutido pelas duas empresas há meses e o governo do presidente Michel Temer esperava a definição da eleição presidencial para apresentar o projeto e encaminhar a parceria entre as duas fabricantes.

    'A fusão da Embraer com a Boeing continua sem problema algum e sim ( vou avalizar)', disse Bolsonaro a jornalistas em sua primeira entrevista como presidente eleito.

    Antes da eleição de Bolsonaro, o ministro da Defesa, general Joaquim Silva e Luna disse à Reuters que a parceria seria levada ao grupo de transição para que fosse analisada e aprovada ainda neste governo.

    Após a eleição, o futuro Ministro da Defesa, general da reserva Augusto Heleno, afirmou também que via com bons olhos o acordo entre as duas companhias, mas que pretendia conhecer os termos do que está para ser selado.

    O governo tem uma 'golden share' na Embraer, que lhe dá poderes para aprovar e vetar temas estratégicos para a empresa.

    PETROBRAS

    O presidente eleito afirmou ainda que em seu governo vai buscar parcerias para a Petrobras continuar sustentável e capaz de fazer os investimentos necessários.

    A empresa foi um dos principais alvos da Lava Jato que descobriu uma série de desvios e irreguilaridades na gestão durante os governos petistas que levaram a empresa a uma situação difícil. Neste ano, a estatal voltou a operar no azul.

    'A Petrobras não tem mais capacidade de investir, então tem que buscar fazer parcerias e vender algumas áreas', disse Bolsonaro ao lembrar que o tempo de vida da energia fóssil pode estar com os dias contados diante de novas tecnologias.

    O presidente eleito afirmou ainda que pretende manter o calendário de leilões de blocos de petróleo em seu futuro governo, como reinvindica o setor.

    Bolsonaro manteve a dúvida sobre a fusão dos ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente, mas acabou dizendo que eles podem se manter separados.

    PREVIDÊNCIA

    O presidente eleito reconheceu que é difícil os parlamentares aprovarem nas semanas que restam de trabalho neste ano a reforma da Previdência, mas disse que 'dá para aproveitar alguma coisa' da proposta que já está em tramitação no Congresso.

    “Ninguém quer fazer maldade com ninguém, mas algumas reformas, nós temos que obviamente tentar fazê-las, da Previdência é uma. E não é a proposta inicial como o Temer quis lá, mas dá pra aproveitar alguma coisa dela”, disse Bolsonaro em entrevista coletiva. “Apoio a reforma (da Previdência) que pode ser aprovada pela Câmara, tá certo?'

    Bolsonaro disse que vai analisar melhor a última versão da reforma da Previdência e que na próxima semana estará mais a par para tratar na tentativa de votação.

    'Eu sei que é quase que uma ressaca depois das eleições, o Parlamento fica esvaziado, quem perdeu a eleição está mais afastado de Brasília, quem ganhou está comemorando, então tem essa dificuldade para conseguir um quórum qualificado para aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição', disse,

    Para ser aprovada, uma emenda constitucional precisa dos votos de 308 dos 513 deputados em dois turnos de votação e 49 dos 81 senadores, também em dois turnos de votação.

    'Não é a proposta que eu quero, que o Paulo Guedes quer, ou quem quer que seja quer, é aquela que pode ser aprovada pela Câmara”, acrescentou.

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    Entregas de jatos comerciais da Embraer caem 40% no 3ºtri, carteira de pedidos encolhe

    SÃO PAULO (Reuters) - A Embraer informou nesta sexta-feira uma queda de 40 por cento nas entregas de aeronaves a companhias aéreas, além de um recuo de 27,7 por cento na carteira de pedidos firmes a entregar.

    A companhia, que discute com a norte-americana Boeing a venda de sua divisão de aviação comercial, a principal da empresa, entregou 15 jatos comerciais de julho ao final de setembro ante 25 aviões no mesmo período de 2017.

    As entregas de jatos executivos, porém, cresceram de 20 para 24 unidades, embora as unidades deste segmento sejam de menor porte que os aviões comerciais.

    No acumulado do ano, a Embraer entregou até o final de setembro 57 jatos comerciais e 55 aeronaves executivas ante 78 unidades na aviação comercial e 59 na executiva no mesmo período de 2017.

    No terceiro trimestre, a Embraer acertou uma carta de intenção envolvendo pedido firme feito pela Helvetic Airways que encomendou 12 jatos comerciais E190-E2 e direitos de compra de outras 12 aeronaves do modelo. A empresa também recebeu encomenda de 25 jatos E175 da United Airlines. A companhia 'continua trabalhando para converter em pedidos firmes a carta de intenção para 100 unidades do E175 para a Republic Airways, com a expectativa de que uma parte significativa dessas aeronaves seja incluída no backlog até o fim de 2018', afirmou a fabricante brasileira em comunicado ao mercado.

    A carteira de pedidos firmes a entregar da Embraer encerrou setembro em 13,6 bilhões de dólares ante 18,8 bilhões de dólares divulgados no mesmo período do ano passado. Segundo a companhia, 134 jatos foram retirados da carteira no terceiro trimestre por causa de dúvidas sobre encomenda de 100 aviões E175-E2 feita pela norte-americana Skywest.

    As incertezas sobre a encomenda da Skywest ocorrem por causa de discussões envolvendo alterações da chamada 'cláusula de escopo nos Estados Unidos para permitir que o E175-E2, que é mais pesado que o E175 atual, seja operado por companhias aéreas regionais sob contratos de compra de capacidade junto a grandes linhas aéreas, afirmou a Embraer. 'A Skywest continua comprometida com o pedido', acrescentou a empresa.

    Outros 24 aviões retirados da carteira correspondem ao cancelamento de pedido feito pela norte-americana JetBlue, que decidiu em julho trocar os aviões da fabricante brasileira por modelos produzidos pela Airbus.

    (Por Alberto Alerigi Jr.)

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    Haddad diz que reverterá venda da Embraer se for juridicamente possível

    BRASÍLIA (Reuters) - O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, disse nesta quinta-feira que, se for juridicamente possível, tentará reverter a possível venda da Embraer para a norte-americana Boeing, caso seja eleito em outubro.

    Haddad, que visitou o parque tecnológico de São José dos Campos, disse que é contra o que chamou de venda 'açodada e precipitada', mas ressaltou que a reversão só será feita se houver um caminho legal para isso.

    'Se houver o chamado ato jurídico perfeito, aquele que não pode ser contestado, nós vamos respeitar como sempre respeitamos', disse.

    O ato jurídico perfeito é aquela já realizado, acabado, e que tenha cumprido todas as regras legais do tempo em que ocorreu.

    'É um erro grave um governo sem voto vender nosso patrimônio sem um diálogo amplo com a sociedade e o Congresso Nacional', defendeu Haddad ao criticar o acordo.

    PESQUISAS

    O candidato do PT comentou ainda a pesquisa Datafolha, publicada na madrugada desta quinta, que mostrou mais um crescimento de suas intenções de voto --de 9 para 16 por cento-- mas abaixo do que apontou o Ibope na terça-feira, em que Haddad aparecia com 19 por cento.

    'Pesquisa é sempre um retrato do momento, mas a tendência é que nossa candidatura cresce por todos os institutos. Já é a quarta pesquisa que sai essa semana e as quatro nos dão segundo lugar com tendência de alta', disse o candidato.

    Haddad comemorou ainda o fato de estar vencendo na capital paulista, onde passou o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, e onde foi prefeito até 2016.

    'Está havendo uma reversão de votos consistente', disse.

    (Reportagem de Lisandra Paraguassu)

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    Passageiros dos EUA processam AeroMexico por acidente com avião da Embraer

    CHICAGO (Reuters) - Onze passageiros norte-americanos que sobreviveram a um acidente com um avião da AeroMexico em Durango, no norte mexicano, no dia 31 de julho, iniciaram ações na Justiça contra a empresa aérea em Chicago na segunda-feira, informou o escritório de advocacia Corboy & Demetrio.

    O avião Embraer operado pela AeroMexico, com capacidade para 190 passageiros e que seguia para a Cidade do México, caiu em um trecho de terra com vegetação rasteira próximo da pista pouco depois de decolar, enfrentando o que passageiros descreveram como ventos fortes.

    Todos os 103 passageiros e tripulantes sobreviveram fugindo da aeronave antes de o avião pegar fogo.

    Ao menos 65 passageiros a bordo do voo 2341 da AeroMexico eram cidadãos dos Estados Unidos, entre eles muitos moradores da área de Chicago.

    'Todas as pessoas nesse voo têm o direito de saber exatamente o que fez o avião cair. Um avião não despenca do céu só porque está chovendo forte', disse Thomas A. Demetrio, cofundador da Corboy & Demetrio, que fica em Chicago.

    A AeroMexico não respondeu a pedidos de comentário.

    Luis Gerardo Fonseca, diretor da agência de aviação civil do México, disse à Rádio Formula na segunda-feira que as causas do acidente ainda estão sendo investigadas.

    O primeiro oficial e os dois comissários a bordo já deram seus depoimentos como parte da investigação, disse ele. Os investigadores estão aguardando para interrogar o capitão, que ainda está sendo tratado em um hospital, disse Fonseca.

    A Corboy & Demetrio informou que iniciou seis ações civis diferentes em nome de 11 passageiros.

    Francis Patrick Murphy, outro sócio da firma, disse que, até certo ponto, o clima sempre é um fator em operações de voo. 'Entretanto, operações de voo seguras dependem de como a empresa aérea e seus pilotos monitoram, reagem e corrigem em condições climáticas severas, tanto no processo de tomada de decisão antes do voo quanto durante o voo, para evitar um infortúnio', disse Murphy.

    (Por Tracy Rucinski, em Chicago, e Anthony Esposito, na Cidade do México)

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    Passageiros agradecem a Deus depois de queda de avião sem mortes no México

    Por Lizbeth Diaz e Julia Love

    CIDADE DO MÉXICO (Reuters) - Dezenas de pessoas ficaram feridas quando uma aeronave Embraer operada pela AeroMexico caiu logo depois da decolagem no Estado mexicano de Durango na terça-feira, mas as autoridades disseram que não houve mortes e que a maioria das pessoas a bordo não se machucou seriamente.

    O avião de médio porte estava quase lotado, com 103 pessoas, incluindo duas crianças pequenas, e quatro tripulantes a bordo, quando caiu perto das 16h locais, segundo as autoridades. Os passageiros e a tripulação conseguiram sair em segurança antes de a aeronave ser engolida pelas chamas.

    A passageira Jackeline Flores disse a repórteres que o avião caiu pouco depois de decolar sob uma chuva intensa. Ela e a filha escaparam por um buraco na fuselagem enquanto a aeronave era tomada pela fumaça e pelas chamas, disse.

    'Uma menininha que saiu do avião estava chorando porque suas pernas ficaram queimadas', disse Jackeline, que disse ser mexicana, mas morar em Bogotá, na Colômbia.

    Ela contou que seu passaporte e documentos se perderam no incêndio. 'Sinto-me abençoada e agradecida a Deus', disse.

    Imagens de televisão mostraram a estrutura seriamente danificada do avião depois que a aeronave parou em um trecho de terra com vegetação rasteira, e uma coluna de fumaça subindo aos céus.

    O avião mal havia decolado quando deu a sensação de ter sido atingido por uma corrente forte de vento, disse outro passageiro à rede Televisa.

    O governador de Durango, José Rosas Aispuro, também disse que uma rajada de vento sacudiu a aeronave antes de o avião mergulhar subitamente, citando o controle de tráfego aéreo do aeroporto. A asa esquerda bateu no solo, soltando dois motores, antes de o avião parar a 300 metros da pista, disse ele em uma coletiva de imprensa.

    Os passageiros conseguiram fugir pelos escorregadores de emergência antes de o avião ser tomado pelo fogo, explicou. O piloto foi o que mais se feriu, mas seu quadro é estável.

    O Grupo Aeroportuário Centro Norte, o operador do aeroporto, também atribuiu a queda ao tempo ruim, citando relatórios preliminares.

    A AeroMexico disse em um comunicado: 'Lamentamos profundamente este acidente. As famílias de todos os afetados estão em nossos pensamentos e nossos corações'.

    A Embraer disse que está pronta para ajudar as autoridades a investigar a queda.

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    Embraer tem prejuízo líquido de R$467 mi no 2º tri com menores entregas e problemas com cargueiro

    SÃO PAULO (Reuters) - A Embraer registrou um prejuízo líquido atribuído aos acionistas de 467,0 milhões de reais no segundo trimestre, ante um lucro de 200,9 milhões de reais no mesmo período do ano passado, em um trimestre marcado pelo menor número de entregas e aumento dos custos com o desenvolvimento do cargueiro militar KC-390.

    Excluindo impostos diferidos, contribuições sociais e itens especiais, o lucro líquido ajustado foi de 2,3 milhões de reais, ante lucro de 409,4 milhões de reais no segundo trimestre do ano passado, informou a fabricante de aeronaves brasileira nesta terça-feira.

    O resultado operacional medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) despencou 83 por cento para 140,4 milhões de reais no segundo trimestre, incluindo o impacto negativo, não recorrente, de 458,7 milhões de reais referente à revisão da base de custos do contrato de desenvolvimento do cargueiro KC-390, em decorrência do incidente com o protótipo ocorrido em maio.

    A margem Ebitda despencou para 3,1 por cento no segundo trimestre, ante 14,6 por cento um ano antes.

    Sem contabilizar a revisão do custo do cargueiro, o Ebitda ajustado recuou para 599,1 milhões de reais, ante 803,4 milhões de reais no mesmo período de 2017. A margem Ebitda ajustada caiu para 13,2 por cento, ante 14,1 por cento um ano antes.

    'A companhia reafirma todas as suas estimativas financeiras e de entregas para 2018, que não incluem o impacto não recorrente da revisão de base de custos do KC-390, ocorrida no segundo trimestre', disse a Embraer em nota de divulgação do resultado.

    A receita líquida da Embraer recuou 20 por cento para 4,533 bilhões de reais no segundo trimestre, devido ao menor número de entregas nos segmentos de aviação comercial e executiva e à queda de 90 por cento na receita do segmento de defesa e segurança por conta do incidente com o KC-390. A margem bruta consolidada caiu para 10,7 por cento, ante 17,8 por cento no segundo trimestre do ano passado.

    No segundo trimestre, a Embraer entregou 28 aeronaves comerciais e 20 executivas, ante entregas totais de 59 aeronaves no segundo trimestre do ano passado. Apesar do recuo, a Embraer mantém a previsão de entregar de 85 a 95 jatos comerciais e 105 a 125 jatos executivos no ano.

    A Embraer fechou um acordo com a norte-americana Boeing em julho para a formação de uma joint venture de 4,75 bilhões de dólares da área de aviação comercial. A Boeing assumirá o controle da divisão de aviação comercial, a maior geradora de receita da empresa brasileira, com participação de 80 por cento da joint venture.

    O segmento de Aviação Comercial respondeu por 60,5 por cento da receita líquida total da Embraer, ante 52,8 por cento um ano antes, enquanto a participação do segmento de Defesa & Segurança recuou para 2,2 por cento, ante 17,1 por cento em 2017, em função da queda da receita no período.

    Já o segmento de Serviços & Suporte teve crescimento de 18 por cento da receita, para 918,5 milhões de reais, respondendo por 20,3 por cento da receita líquida da companhia, ante 13,7 por cento no mesmo período de 2017.

    DÍVIDA E INVESTIMENTOS

    A Embraer gerou 175,5 milhões de reais de fluxo de caixa livre ajustado no segundo trimestre, e no final de junho tinha uma posição de caixa de 12,88 bilhões de reais, com uma dívida bruta de 15,66 bilhões de reais.

    O aumento da dívida líquida de 10,3 por cento em relação ao trimestre imediatamente anterior, para 2,781 bilhões de reais no fim de junho, refletiu a variação cambial no período, disse a empresa.

    A Embraer investiu 58,6 milhões de reais no segundo trimestre, elevando o total aplicado no primeiro semestre a 132,6 milhões de reais. A empresa acredita que os gastos de capital devem aumentar no segundo semestre, mas devem ficar abaixo dos 200 milhões de dólares estimados pela companhia para o ano.

    (Por Raquel Stenzel)

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    Embraer entrega 28 jatos comerciais e 20 executivos e encerra 2ºtri com US$17,4 bi em pedidos firmes

    SÃO PAULO (Reuters) - A Embraer entregou 28 jatos comerciais e 20 jatos executivos no 2º trimestre, encerrando o trimestre com pedidos firmes a entregar (backlog) de 17,4 bilhões de dólares, informou a empresa nesta sexta-feira.

    O volume de entregas de abril a junho foi superior ao registrado no primeiro trimestre do ano, quando a fabricante brasileira de aeronaves entregou 14 jatos comerciais e 11 executivos, e encerrou o período com pedidos firmes de 19,5 bilhões de dólares.

    As entregas, contudo, recuaram mais uma vez em relação ao mesmo período do ano anterior. No segundo trimestre de 2017, a Embraer entregou um total de 35 jatos comerciais -- sete a mais que no segundo trimestre deste ano -- e 24 jatos executivos, e encerrou o período com backlog de 18,5 bilhões de dólares.

    Dos 28 jatos de aviação comercial entregues de abril a junho deste ano nos Estados Unidos, Europa e Ásia Pacífico, 20 eram do modelo E175.

    No segmento de aviação executiva, das 20 unidades entregues no trimestre, 15 eram jatos leves e cinco jatos grandes.

    A empresa destacou a entrega no segundo trimestre do primeiro jato E190-E2 de série para a companhia norueguesa Wideroe no início do abril, e o cancelamento do pedido da Air Costa para a 50 E-Jets. 'Esse ajuste no backlog não tem impacto na produção do E2, nem no cronograma de entregas de 2018 ou 2019', disse a empresa.

    Para analistas do BTG Pactual, o cancelamento do pedido da Air Costa, que resultou na queda do backlog, já era esperado, pois a companhia aérea indiana está em estresse financeiro desde do ano passado. Os analistas seguem compradores na ação, que caía 1 por cento na bolsa paulista na manhã desta sexta-feira.

    Dentro da carteira de pedidos firmes do segundo trimestre, com 360 jatos comerciais, a Embraer incluiu a encomenda da Mauritania Airlines de dois jatos E175, no valor de 93,8 milhões de dólares, feita durante o Farnborough Airshow 2018, na Inglaterra.

    Os demais pedidos recebidos durante a feira, realizada entre os dias 16 e 22 de julho, serão incluídos no backlog até o fim do ano. Os pedidos firmes de 25 jatos E175 da United Airlines e de 10 jatos E195-E2 da Wataniaya Airways, do Kuweit, que serão incluídos no blacklog do terceiro trimestre, e os demais até o fim do ano, disse a empresa.

    A Embraer acertou no início de julho um acordo com a norte-americana Boeing MBA.N> para formação de uma joint venture envolvendo a área de aviação comercial da fabricante brasileira, que ainda depende de aval do governo brasileiro, que detém uma golden share da empresa.

    (Por Raquel Stenzel)

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    Embraer faz acordos para venda de nova família de jatos em feira britânica

    SÃO PAULO (Reuters) - A Embraer anunciou nesta terça-feira durante a feira britânica de aviação de Farnborough novas encomendas e intenções de compra da nova família de jatos comerciais E2, em acordos com potencial de reforçar a carteira de pedidos da fabricante brasileira em alguns bilhões de dólares nos próximos meses.

    A maior parte dos anúncios, porém, envolveu intenções de compra, que podem ou não ser confirmadas mais adiante, num total até agora de 136 aviões. Deste volume, 100 unidades envolvem o jato E175, encomendado pela norte-americana Republic Airways, e incluem possibilidade de conversão do pedido para o novo modelo E175-E2. A intenção da companhia, se confirmada, valerá 9,3 bilhões de dólares a preços atuais dos aviões.

    Além disso, a companhia aérea brasileira Azul assinou intenção de ampliar em 21 jatos seu pedido de 30 E195-E2 acertado em 2015, a suíça Helvetic Airways pretende levar 12 E190-E2 nos próximos meses e uma companhia aérea espanhola cujo nome não foi revelado mostrou interesse firme em três E195-E2.

    Em termos de pedidos firmes, a fabricante brasileira conseguiu nesta terça-feira 10 encomendas de E195-E2, que carregam opção de serem ampliadas em mais 10 unidades do mesmo modelo. O pedido foi feito pela Wataniya Airways, do Kuwait, tem um valor potencial de até 1,3 bilhão de dólares e será incluído na carteira de encomendas firmes do terceiro trimestre. Na véspera, durante a feira britânica, a Embraer anunciou pedido firme feito pela norte-americana United Airlines envolvendo 25 jatos E175, em um contrato avaliado em 1,1 bilhão de dólares.

    As ações da Embraer ampliavam o movimento de alta iniciado após o anúncio da carta de intenção da Azul mais cedo. Às 14:35, os papéis subiam 3 por cento, a 21,62 reais, enquanto o Ibovespa

    Em abril, o presidente da divisão de jatos comerciais da Embraer, unidade que pode ser passada ao controle da norte-americana Boeing , John Slattery, afirmou que ficaria 'decepcionado' se a empresa não conseguisse vendas significativas da nova família de aviões este ano.

    As versões modernizadas dos aviões comerciais da Embraer começaram a ser entregues em abril. O primeiro modelo a ficar pronto foi o E190-E2, entregue para a norueguesa Widerøe.

    A família de aviões E2, que ainda tem os modelos 175 e 195, tem capacidade de 80 a 146 passageiros e deve ter o lançamento concluído até 2021. O modelo 195 deve ficar pronto no final do próximo ano.

    Na semana passada, a norte-americana JetBlue, do mesmo fundador da Azul, anunciou decisão de trocar sua frota de cerca de 60 jatos da Embraer por modelos produzidos pela parceria Airbus-Bombardier, o que pressionou as ações da fabricante brasileira.

    (Por Alberto Alerigi Jr.)

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    Boeing e Embraer defendem acordo para venda de divisão de jatos comerciais

    FARNBOROUGH, Inglaterra (Reuters) - Executivos da Boeing e da Embraer defenderam nesta segunda-feira o acordo para a venda da principal divisão da fabricante brasileira de aeronaves para o grupo norte-americano e afirmaram que estão confiantes de que conseguirão aprovação de autoridades para o acordo.

    'Eu não posso acreditar que qualquer pessoa seja contra este projeto dados os benefícios que ele trará para o Brasil', afirmou o presidente-executivo da Embraer, Paulo Cesar de Souza e Silva, a jornalistas durante a feira de aviação de Farnborough, na Inglaterra. 'Que pode ser contra mais empregos, mais exportações, mais tecnologia e mais acesso a capital?', acrescentou.

    As duas companhias anunciaram este mês um acordo prévio sob o qual a Boeing vai assumir o controle da divisão de aviação comercial da Embraer por meio da criação de uma joint-venture de 4,75 bilhões de dólares que enfrentará a parceria da Airbus com a Bombardier.

    O presidente-executivo da Boeing, Dennis Muilenburg, afirmou durante o evento que o acordo com a Embraer marcará um momento definidor na história da companhia norte-americana e que há um 'grande alinhamento' entre as empresas.

    Muilenburg afirmou que o acordo vai permitir à Boeing buscar clientes com combinações de frotas envolvendo os modelos de aviões 737 MAX e a família E2, da Embraer, e oferecer a eles mais serviços.

    O acordo entre Boeing e Embraer precisa de aprovação de autoridades que incluem o governo brasileiro, que tem se mostrado favorável à operação. A compra da divisão de jatos comerciais da Embraer vai adicionar ao portfólio da Boeing aviões com capacidade para 70 a 130 passageiros e deve impulsionar o lucro por ação da companhia norte-americana a partir de 2020.

    Na semana passada, sindicatos de trabalhadores da Embraer no Brasil mantiveram postura contrária ao negócio, afirmando que a empresa já demitiu apenas neste ano cerca de 300 funcionários em sua principal fábrica, em São José dos Campos (SP), algo que a companhia brasileira afirma se tratar de 'rotatividade natural da empresa' e que 'vem mantendo estável o volume de empregos no Brasil'.

    Além da operação na área de jatos comerciais, Boeing e Embraer vão aprofundar laços nas vendas e serviços envolvendo o cargueiro brasileiro KC-390.

    As companhias afirmaram a jornalistas que vão colaborar com novas gerações ou modificações da plataforma do KC-390, bem como vão estabelecer acordos mútuos para gestão de fornecedores nas operações com aviões de passageiros e militares.

    (Por Eric M. Johnson)

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