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    Castração química para estupradores gera controvérsia no Paquistão

    Relatos de estupro dispararam no Paquistão, mas poucos casos terminam em condenação

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    No Paquistão, o estupro passou a ser punido com castração química, depois da aprovação de um decreto presidencial em dezembro de 2020. O filho de Ehsan ul Haq foi vítima de um estupro coletivo e baleado. Os criminosos agora podem sofrer a castração química.

    Ehsan ul Haq (Pai da vítima): "Ficaríamos satisfeitos com tal punição. Não queremos que homens tão brutais possam estuprar nunca mais. Se palavras pudessem mudar a situação, já haveria uma mudança nesta sociedade. Sem punição real, essas pessoas não mudarão. É por isso que elas devem ser punidas”.

    O condenado é obrigado a tomar remédios que anulam a libido, até que o uso da droga seja interrompido no final da sentença. Mas médicos alertam para possíveis efeitos colaterais.

    Dr. Waqar Maqsood (Médico): “Um dos mais importantes é a redução da densidade óssea. O medicamento pode causar erupções e doenças de pele, e também provoca depressão e pensamentos suicidas”.

    No Paquistão, um país muçulmano, o estupro estigmatiza a vítima e também a família do criminoso. Safrdar Javed enfrenta essa realidade: o filho dela foi preso após ser acusado de estupro e pode sofrer a castração química. Além de uns poucos parentes, ninguém mais fala com ela.

    Safrdar Javed (Mãe de um acusado de estupro): “A castração química é uma punição brutal, e meu filho está acabado. E agora, possivelmente, essa punição desumana. Eu queria que ele se casasse em breve, mas, como ele poderá ter uma família agora? Queria tanto que ele pudesse ter filhos. Mas agora nada disso vai acontecer”.

    Em 2020, os casos de estupro cresceram no país. O Paquistão está em sexto lugar na lista de países mais perigosos para as mulheres. O governo acredita que a nova lei mudará essa realidade. A advogada Rabia Bajwa discorda. Ela representa Zain, vítima de estupro coletivo.

    Rabia Bajwa (Advogada de vítima de estupro coletivo): “Não acredito que a castração química seja uma solução porque existe também pena de morte para violadores no Paquistão. Portanto, já existem leis de dissuasão, porém, elas não são aplicadas”.

    A família de Zain e de muitas outras vítimas seguirão na luta por justiça enquanto a polêmica sobre a castração química irá continuar.

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    Escrito por DW

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