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CEO da Meta será interrogado em julgamento sobre vício de jovens em redes sociais

CEO da Meta será interrogado em julgamento sobre vício de jovens em redes sociais

Reuters

18/02/2026

Placeholder - loading - CEO da Meta, Mark Zuckerberg, depõe durante a audiência do Comitê Judiciário do Senado sobre exploração sexual infantil online, no Capitólio dos Estados Unidos, em Washington, EUA 31 de janeiro de 202
CEO da Meta, Mark Zuckerberg, depõe durante a audiência do Comitê Judiciário do Senado sobre exploração sexual infantil online, no Capitólio dos Estados Unidos, em Washington, EUA 31 de janeiro de 202

Atualizada em  18/02/2026

Por Jody Godoy

LOS ANGELES, 18 Fev (Reuters) - O presidente-executivo da ​Meta Platforms e fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, será interrogado pela primeira vez em um tribunal dos Estados Unidos nesta quarta-feira sobre o impacto do Instagram na saúde mental de jovens usuários, enquanto um julgamento histórico sobre o vício em redes sociais entre jovens continua.

Embora Zuckerberg já tenha testemunhado sobre o assunto perante o Congresso, as consequências são maiores no julgamento com júri em Los Angeles, Califórnia. A Meta pode ter que pagar indenizações se perder o caso, e o veredicto pode enfraquecer a defesa jurídica de longa data das grandes empresas de tecnologia contra alegações de danos aos usuários.

O processo ⁠e outros ⁠semelhantes fazem parte de uma reação global ​contra as ‌plataformas de redes sociais em relação à saúde mental infantil.

A Austrália proibiu o acesso a plataformas de redes sociais para usuários menores de 16 anos, e outros países, incluindo a Espanha, estão considerando restrições semelhantes. Nos EUA, a Flórida proibiu as empresas de permitir ⁠o acesso a usuários com menos de 14 anos. Associações comerciais do setor de ​tecnologia estão contestando a lei na justiça.

O caso envolve uma mulher da Califórnia que começou ​a usar o Instagram, da Meta, e o YouTube, ‌do Google, ainda criança. Ela ​alega ⁠que as empresas buscavam lucrar viciando crianças em seus serviços, mesmo sabendo que as redes sociais poderiam prejudicar sua saúde mental. Ela afirma que os aplicativos alimentaram sua depressão e pensamentos suicidas e busca responsabilizar ​as empresas.

A Meta e o Google negaram as alegações e destacaram seus esforços para adicionar recursos que protegem os usuários. A Meta frequentemente cita uma conclusão das Academias Nacionais de Ciências de que a pesquisa não demonstra que as redes sociais alteram a saúde mental das crianças.

O processo serve ​como um caso de teste para reivindicações semelhantes em um grupo maior de casos contra a Meta, a Alphabet, dona do Google, a Snap e o TikTok. Famílias, distritos escolares e Estados entraram com milhares de ações judiciais nos EUA acusando as empresas de alimentar uma crise de saúde mental entre os jovens.

Espera-se que Zuckerberg seja questionado sobre os estudos e discussões internas da Meta sobre como o uso do Instagram afeta os usuários mais jovens.

Adam Mosseri, chefe do Instagram, testemunhou na semana ​passada que desconhecia um estudo recente da Meta que não encontrou nenhuma ligação entre a supervisão dos pais ‌e a atenção dos adolescentes ao seu ⁠próprio uso das redes sociais.

Adolescentes com circunstâncias de vida difíceis relataram com mais frequência usar o Instagram de forma habitual ou não intencional, de acordo com o documento apresentado no julgamento.

O ⁠advogado da Meta disse aos jurados no julgamento que os registros ⁠de saúde da mulher mostram que seus problemas ⁠têm origem em uma ⁠infância ​conturbada e que as redes sociais eram uma forma de expressão criativa para ela.

(Reportagem de Jody Godoy)

Reuters

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