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    CEOs de bancos dos EUA enfrentam Congresso pela 1ª vez desde crise financeira

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    Por Imani Moise

    (Reuters) - Presidentes-executivos de alguns dos maiores bancos dos EUA vão testemunhar perante o Congresso nesta quarta-feira, dando aos parlamentares a primeira oportunidade de questioná-los desde a crise financeira de 2007-2009.

    Jamie Dimon, do JPMorgan Chase, Brian Moynihan, do Bank of America, Mike Corbat, do Citigroup, David Solomon, do Goldman Sachs, e James Gorman, do Morgan Stanley, enfrentarão o Comitê de Serviços Financeiros da Câmara dos Deputados.

    Liderado pela representante democrata Maxine Waters e composta por progressistas de alto perfil, incluindo Alexandria Ocasio-Cortez, o painel provavelmente questionará os CEOs sobre a segurança do sistema financeiro, compensação e diversidade, bem como seu papel no financiamento de fabricantes de armas e prisões privadas.

    Também devem estar presentes Ronald O'Hanley, CEO do State Street, e Charles Scharf, CEO do Bank of New York Mellon, os dois maiores bancos de custódia do país.

    O Wells Fargo não estará representado uma vez que o ex-CEO Tim Sloan renunciou abruptamente no mês passado, duas semanas depois de ter sido interrogado pelo mesmo comitê.

    Os executivos planejam argumentar que Wall Street reformou as práticas que alimentaram a crise e enfatizar a contribuição dos bancos à economia como um todo, segundo o testemunho divulgado na segunda-feira.

    Desde a crise, os maiores bancos do país acrescentaram mais de 800 bilhões de dólares em capital para fortalecer o sistema financeiro. Mas a equipe democrata do comitê escreveu em um memorando aos membros do painel na sexta-feira que 'permanecem dúvidas sobre se os EUA estão sendo bem servidos pelos maiores e mais importantes bancos do sistema'.

    Os bancos passaram as últimas semanas se preparando para a audiência, reunindo-se com os legisladores e aperfeiçoando seus pontos de discussão, e acreditam que eles têm uma história forte para contar, disseram fontes a par do que eles pensam.

    Nos meses que antecederam a audiência, os bancos também fizeram uma série de anúncios para mostrar como estão ajudando clientes e comunidades.

    O Bank of America informou nesta terça-feira que aumentará seu salário mínimo por hora de 15 dólares para 20 dólares até 2021.

    No mês passado, o JPMorgan informou que deixaria de financiar o setor prisional privado e investiria 350 milhões de dólares em programas de treinamento profissional.

    O Goldman Sachs estabeleceu publicamente metas para a contratação de mulheres e grupos minoritários, movimento que o Citigroup também fez no ano passado.

    Escrito por Thomson Reuters

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