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China deve manter taxas de empréstimo em julho pelo 14º mês consecutivo

China deve manter taxas de empréstimo em julho pelo 14º mês consecutivo

Reuters

17/07/2026

Placeholder - loading - Sede do banco central da China em Pequim 30 de setembro de 2022. REUTERS/Tingshu Wang/Foto de arquivo/Foto de arquivo
Sede do banco central da China em Pequim 30 de setembro de 2022. REUTERS/Tingshu Wang/Foto de arquivo/Foto de arquivo

XANGAI, 17 Jul (Reuters) - A China deve ​manter as taxas de empréstimo de referência pelo 14º mês consecutivo em julho, segundo uma pesquisa da Reuters, apesar dos dados econômicos do segundo trimestre mais fracos do que o esperado terem destacado um crescimento desigual na segunda maior economia do mundo.

A taxa primária de empréstimos (LPR), normalmente cobrada dos clientes com maior capacidade de crédito, é calculada mensalmente após 20 bancos comerciais designados apresentarem as taxas propostas ao Banco do Povo ⁠da ⁠China.

Em uma pesquisa da Reuters com ​23 ‌participantes do mercado realizada nesta semana, todos os entrevistados previram que, na próxima revisão na segunda-feira, a LPR de um ano e a de cinco anos permanecerão estáveis em 3,00% e ⁠3,50%, respectivamente.

A forte expectativa do mercado de que as taxas permaneçam ​estáveis surge em meio a uma divergência persistente em forma de “K” ​na economia em geral, onde o ‌crescimento forte das ​exportações continua ⁠a liderar a recuperação enquanto a atividade doméstica permanece fraca.

A economia da China cresceu no ritmo mais lento em mais de três anos no segundo ​trimestre, ficando abaixo das previsões, com a fraqueza do consumo das famílias ofuscando o forte desempenho da indústria e das exportações e intensificando as preocupações com a sustentabilidade a longo prazo.

No entanto, operadores ​e analistas não consideram esse padrão de crescimento em duas velocidades suficiente para motivar um afrouxamento monetário.

“Em nossa opinião, os dados do PIB do segundo trimestre mais fracos do que o esperado aumentaram um pouco a probabilidade de um afrouxamento monetário adicional, embora cortes nas taxas e no compulsório este ano ainda não estejam em nossa projeção base”, afirmou ​Xinquan Chen, economista especializado na China do Goldman Sachs, em uma nota.

“A ‌implementação mais rápida das medidas fiscais ⁠existentes continua sendo a resposta mais provável, com o Banco do Povo da China mantendo ampla liquidez interbancária”, acrescentou ele.

E muitos estão ⁠agora voltando sua atenção para a próxima ⁠reunião do Politburo, na qual se ⁠espera que as ⁠autoridades ​definam a agenda de política econômica para o segundo semestre do ano.

Reuters

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