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China diz que tem direito de retaliar aumentos tarifários do México

China diz que tem direito de retaliar aumentos tarifários do México

Reuters

25/03/2026

Placeholder - loading - Porto de Yantian port em Shenzhen, na província chinesa de Guangdong 30/10/2025 REUTERS/Tingshu Wang
Porto de Yantian port em Shenzhen, na província chinesa de Guangdong 30/10/2025 REUTERS/Tingshu Wang

PEQUIM, 25 Mar (Reuters) - A China disse ​nesta quarta-feira que as medidas comerciais do México contra ela, incluindo aumentos de tarifas, constituem barreiras comerciais e de investimento e que tem o direito de tomar contramedidas.

Os aumentos das tarifas de importação afetam mais de US$30 bilhões em exportações chinesas para o México e podem levar a perdas estimadas em cerca de US$9,4 bilhões para os setores ⁠mecânicos ⁠e elétricos da China, afirmou ​o ‌Ministério do Comércio da China em sua conclusão de uma investigação sobre as medidas.

Cerca de US$9 bilhões dessas perdas seriam sofridas pelas indústrias automobilísticas e ⁠de autopeças da China, já que o México foi ​o maior destino de exportação de veículos da China ​em 2025, disse o ministério, ‌citando dados alfandegários ​e ⁠estimativas do setor.

Em dezembro, o México anunciou aumentos acentuados nas tarifas sobre as importações da China e de outros países ​sem acordos de livre comércio com o México -- até 35% na maioria dos produtos. A medida foi vista pelos analistas como uma tentativa de agradar os Estados ​Unidos, cujo presidente, Donald Trump, impôs tarifas significativas sobre os produtos chineses.

Pequim não anunciou contramedidas para as tarifas, mas o Ministério do Comércio afirmou várias vezes que poderia tomar medidas para proteger os direitos e interesses da China.

Os aumentos das tarifas mexicanas também prejudicariam as exportações chinesas de ​alguns produtos metálicos e químicos, bem como de têxteis e ‌produtos industriais leves, informou o ⁠ministério.

Algumas medidas comerciais não tarifárias adotadas pelo México nos últimos anos, como exigências complexas de inspeção alfandegária, também ⁠poderiam restringir os investimentos e as ⁠operações das empresas chinesas ⁠no país latino-americano, ⁠segundo ​o ministério.

(Reportagem de Yukun Zhang, Shi Bu e Ryan Woo)

Reuters

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