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China faz pequeno avanço na luta contra a deflação enquanto desequilíbrio entre oferta e demanda persiste

China faz pequeno avanço na luta contra a deflação enquanto desequilíbrio entre oferta e demanda persiste

Reuters

11/02/2026

Placeholder - loading - Feira em Pequim 12/01/2024. REUTERS/Florence Lo
Feira em Pequim 12/01/2024. REUTERS/Florence Lo

PEQUIM, 11 Fev (Reuters) - A inflação ao consumidor na ​China arrefeceu em janeiro, enquanto a deflação dos preços ao produtor persistiu, destacando mais uma vez a fraqueza subjacente da demanda interna e um desafio fundamental para as autoridades que buscam sustentar uma recuperação econômica desigual.

Pequim prometeu repetidamente alinhar melhor a oferta e a demanda e aumentar a renda da população para estimular o consumo de bens e serviços, mas as medidas tomadas até agora tiveram resultados modestos.

“Com os desequilíbrios entre oferta e demanda persistindo, duvidamos que as pressões deflacionárias da China desapareçam tão cedo”, disse Zichun Huang, ⁠economista da ⁠Capital Economics para a China.

Dados divulgados ​nesta quarta-feira ‌pelo Escritório Nacional de Estatísticas mostraram que o índice de preços ao consumidor subiu 0,2% em janeiro em relação ao mesmo mês do ano passado, em comparação com um aumento de 0,8% em dezembro, ficando abaixo das expectativas de alta ⁠de 0,4% apontadas em uma pesquisa da Reuters.

O índice de preços ao ​produtor caiu 1,4% na mesma base de comparação, com a queda diminuindo pelo ​segundo mês consecutivo mas prolongando uma tendência deflacionária ‌de anos na segunda ​maior economia ⁠do mundo. Economistas consultados pela Reuters esperavam recuo de 1,5%.

Na comparação mensal, os preços ao consumidor subiram 0,2%, repetindo a taxa de dezembro e abaixo da expectativa de aumento de ​0,3%.

Lynn Song, economista-chefe para a Grande China do ING, disse que o aumento mensal dos preços ao consumidor sugere que “no geral, ainda estamos no caminho certo para ver uma recuperação geral da inflação em 2026”, projetando uma inflação ao consumidor de 0,9% ​para o ano inteiro.

Há “um argumento sólido” para um maior afrouxamento da política monetária este ano, disse ele, alertando que os riscos para a previsão do ING podem decorrer da implementação da política interna e da evolução dos preços globais.

A moderação no aumento anual dos preços ao consumidor deveu-se principalmente a uma base elevada no ano anterior e a quedas mais acentuadas nos preços da energia, disse Dong Lijuan, estatístico do Escritório Nacional de ​Estatísticas, em comunicado.

Os preços dos alimentos caíram 0,7% devido à queda nos preços da carne ‌suína e dos ovos, embora os preços ⁠das frutas e verduras frescas tenham subido. Os custos dos serviços subiram 0,1% em relação ao ano anterior.

Os preços ao consumidor em janeiro do ano passado tiveram ⁠impulso do feriado do Ano Novo Lunar, que começou ⁠no final de janeiro e elevou os ⁠preços dos alimentos e ⁠serviços. ​O feriado deste ano começará em meados de fevereiro.

(Reportagem de Yukun Zhang e Ryan Woo)

Reuters

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