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China pede fim do conflito no Golfo e se oferece para aliviar crise energética do Sudeste Asiático

China pede fim do conflito no Golfo e se oferece para aliviar crise energética do Sudeste Asiático

Reuters

19/03/2026

Placeholder - loading - Porta-voz chinês Lin Jian em Pequim  20/3/2024    REUTERS/Tingshu Wang
Porta-voz chinês Lin Jian em Pequim 20/3/2024 REUTERS/Tingshu Wang

Por Liz Lee e Joe Cash

PEQUIM, ​19 Mar (Reuters) - A China pediu na quinta-feira o fim do conflito no Golfo e disse que a segurança das vias navegáveis não deve ser perturbada, acrescentando que está disposta a trabalhar com o Sudeste Asiático para lidar com a escassez de energia, no momento em que os mercados de petróleo estão sofrendo com os choques no fornecimento.

Embora a guerra dos EUA e Israel contra o Irã tenha permitido que a China se apresentasse como a superpotência mais confiável, analistas dizem ⁠que ⁠ela desconfia das incertezas do mercado ​global ‌de energia, principalmente porque precisa dos recursos que vem estocando desde o final dos anos 2000 para alimentar o setor de manufatura que sustenta sua economia.

Ajudar os 700 milhões de habitantes do Sudeste Asiático ⁠seria um alívio bem-vindo para os importadores de petróleo da região, ​após uma ordem de Pequim no início deste mês para proibir as ​exportações chinesas de diesel, gasolina e combustível ‌de aviação. A ​China também ⁠está restringindo as exportações de fertilizantes, que dependem de subprodutos do refino de petróleo e gás, para proteger seu mercado interno.

'A situação no Oriente Médio abalou ​a segurança energética global', disse Lin Jian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, em uma coletiva de imprensa, quando perguntado se as nações do Sudeste Asiático haviam procurado a China para pedir ajuda.

'Os países envolvidos ​devem cessar imediatamente as operações militares para evitar que a instabilidade regional tenha um impacto maior no desenvolvimento econômico global', afirmou Lin, acrescentando que a segurança das vias navegáveis não deve ser 'perturbada', sem citar o Estreito de Ormuz.

'A China está disposta a fortalecer a coordenação e a cooperação com os países do Sudeste Asiático para tratar conjuntamente das questões de segurança energética', acrescentou ​Lin.

Em uma ligação telefônica com seu colega britânico mais tarde na quinta-feira, o ministro ‌das Relações Exteriores da China, Wang ⁠Yi, disse que 'como membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, China e Reino Unido têm a responsabilidade de manter a paz e a ⁠segurança internacional'.

A guerra 'ainda crescente' no Oriente Médio teve 'impacto ⁠direto sobre a energia, as ⁠finanças, o comércio e ⁠a ​navegação internacional, e prejudica os interesses comuns de todos os países', declarou ele.

Reuters

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