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China pede que EUA e Israel parem com ações militares no Oriente Médio e alerta sobre 'círculo vicioso'

China pede que EUA e Israel parem com ações militares no Oriente Médio e alerta sobre 'círculo vicioso'

Reuters

23/03/2026

Placeholder - loading - Porta-voz chinês Lin Jian em Pequim  10/4/2025   REUTERS/Tingshu Wang
Porta-voz chinês Lin Jian em Pequim 10/4/2025 REUTERS/Tingshu Wang

Por Xiuhao Chen e Liz Lee

PEQUIM, ​23 Mar (Reuters) - A China pediu na segunda-feira a todas as partes envolvidas no conflito do Oriente Médio, especialmente EUA e Israel, que cessem as operações militares, alertando sobre um 'círculo vicioso' em uma guerra que, segundo analistas, se for prolongada, pode prejudicar o crescimento global e enfraquecer a demanda por exportações chinesas.

'Aquele que amarrou o sino deve ser o único a desamarrá-lo', disse o enviado especial chinês para o Oriente ⁠Médio, ⁠Zhai Jun, após viagem de diplomacia ​que ‌incluiu paradas na Arábia Saudita, nos Emirados Árabes Unidos e no Kuweit.

Em uma entrevista separada, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lin Jian, advertiu que o uso da força ⁠só levaria a um 'cículo vicioso' e que a guerra não ​deveria ter sido iniciada.

'Se as hostilidades continuarem a se espalhar ​e se intensificar, toda a região ‌mergulhará no caos', disse ​ele.

LIÇÕES ⁠DA HISTÓRIA

'As lições do passado não estão muito atrás de nós', afirmou o Ministério das Relações Exteriores da China na segunda-feira, em uma ​resposta à Reuters que buscava comentários sobre o aniversário da Guerra do Iraque na semana passada.

'A guerra de 23 anos atrás trouxe profundo sofrimento para o povo iraquiano e teve um sério ​impacto no Oriente Médio', disse o comunicado.

A última sexta-feira marcou o 23º aniversário da Guerra do Iraque, na qual as forças lideradas pelos Estados Unidos invadiram o país para expulsar Saddam Hussein, em parte com base em alegações de que seu governo possuía armas de destruição em massa.

Embora o regime tenha caído rapidamente, o Iraque mergulhou ​em anos de caos e instabilidade, em uma guerra que, segundo estimativas, ‌matou mais de 100.000 pessoas, ⁠custou trilhões de dólares aos EUA e criou um vácuo de poder que viu o surgimento do grupo terrorista Estado Islâmico.

'A ⁠guerra no Irã, 23 anos depois, causou ⁠graves perdas ao povo iraniano, ⁠e as repercussões ⁠e ​a disseminação do conflito também afetaram toda a região', disse o ministério.

Reuters

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