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    China rejeita lei pró-Hong Kong dos EUA; milhares fazem ato durante Dia de Ação de Graças

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    Manifestantes fazem ato em Hong Kong para agradecer legislação aprovada nos EUA 28/11/2019 REUTERS/Thomas Peter

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    Por Jessie Pang e Cate Cadell

    HONG KONG/PEQUIM (Reuters) - A China alertou os Estados Unidos nesta quinta-feira de que irá adotar 'contramedidas firmes' em resposta à legislação dos EUA apoiando manifestantes contrários ao governo em Hong Kong, e disse que tentativas de interferir na cidade comandada pela China estão destinadas a fracassar.

    O presidente dos EUA, Donald Trump, sancionou na quarta-feira uma legislação do Congresso que defende os manifestantes, apesar das objeções de Pequim, com quem Trump busca um acordo para acabar com a guerra comercial.

    Manifestantes de Hong Kong reagiram realizando um ato do Dia de Ação de Graças durante o qual milhares de pessoas, algumas envoltas na bandeira norte-americana, se reuniram no centro da cidade.

    'A lógica de realizarmos esta manifestação é mostrar nossa gratidão e agradecer o Congresso dos EUA e também o presidente Trump por sancionarem o projeto de lei', disse Sunny Cheung, membro de 23 anos de um grupo estudantil que fez pressão a favor da legislação.

    'Estamos realmente gratos por isso, e agradecemos o esforço feito pelos americanos que apoiam Hong Kong, que estão ao lado de Hong Kong, que não escolhem se alinhar a Pequim', disse, exortando outros países a aprovarem legislações semelhantes.

    A lei exige que o Departamento de Estado certifique, ao menos anualmente, que Hong Kong é autônoma o suficiente para justificar termos comerciais favoráveis com os EUA que ajudaram a cidade a se tornar um centro financeiro mundial.

    Também ameaça sanções por violações de direitos humanos.

    Pequim alertou que os EUA devem arcar com as consequências das contramedidas da China se continuar a 'agir arbitrariamente' em relação a Hong Kong, disse o Ministério das Relações Exteriores em comunicado.

    O vice-chanceler chinês, Le Yucheng, também convocou o embaixador norte-americano, Terry Branstad, nesta quinta-feira e exigiu que Washington pare imediatamente de interferir nas questões domésticas da China.

    Apoiado por Pequim, o governo de Hong Kong disse que a legislação enviou a mensagem errada aos manifestantes e 'interferiu claramente' com os assuntos internos da cidade.

    A China está cogitando impedir que os mentores da lei, cujo patrocinador no Senado dos EUA é Marco Rubio, um republicano da Flórida, entrem em seu território continental, além de Hong Kong e Macau, disse Hu Xijin, editor do tablóide chinês Global Times, no Twitter.

    Mais de 5.800 pessoas já foram presas desde que os tumultos irromperam em junho em reação a uma proposta de permitir extradições para a China continental, e os números cresceram em outubro e novembro devido à escalada da violência.

    Os manifestantes estão revoltados com a brutalidade policial e com o que veem como uma interferência chinesa nas liberdades prometidas a Hong Kong quando esta foi devolvida ao controle chinês em 1997, como um Judiciário independente.

    A China nega interferir e se diz comprometida com a fórmula 'um país, dois sistemas' adotada à época da devolução, e acusa forças estrangeiras de fomentarem os distúrbios, uma alegação que repetiu em reação à lei dos EUA.

    'Esta assim chamada legislação só fortalecerá a determinação do povo chinês, incluindo o povo de Hong Kong, e conscientizará a respeito das intenções sinistras e da natureza hegemônica dos EUA', disse Ministério das Relações Exteriores chinês. 'O complô dos EUA está condenado.'

    O porta-voz do ministério, Geng Shuang, não quis comentar nenhuma das contramedidas planejadas por Pequim.

    'É melhor vocês ficarem atentos e acompanharem isso', disse. 'O que virá, virá.'

    (Por Jessie Pang, Twinnie Siu, Clare Jim, Kate Lamb e Anne Marie Roantree em Hong Kong e Catherine Cadell, Huizhong Wu, Stella Qiu e Judy Hua em Pequim)

    Escrito por Reuters

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