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Com filas de segurança e espetáculo repleto de estrelas, Copa do Mundo se prepara para confronto final

Com filas de segurança e espetáculo repleto de estrelas, Copa do Mundo se prepara para confronto final

Reuters

19/07/2026

Placeholder - loading - Vista geral do interior do estádio de Nova York/nova Jersey antes da final da Copa do Mundo entre Espanha e Argentina 19 de julho de 2026  REUTERS/Carlos Barria
Vista geral do interior do estádio de Nova York/nova Jersey antes da final da Copa do Mundo entre Espanha e Argentina 19 de julho de 2026 REUTERS/Carlos Barria

Por Amy Tennery e Rosalba O'Brien

EAST RUTHERFORD, NOVA ​JERSEY, 19 Jul (Reuters) - E então restaram dois.

Após quase seis semanas de feitos heróicos e decepções, emoções e reviravoltas, calor, chuva e discussões, o estádio de Nova York-Nova Jersey se preparava neste domingo para sediar o evento culminante da Copa do Mundo — a final entre a Espanha, em busca de seu segundo título mundial, e a Argentina, defendendo seu título no que espera ser o coroamento da brilhante carreira de Lionel Messi.

Os temores quanto à qualidade do ar se dissiparam junto com a espessa camada de fumaça que cobria a região há dias, resultado dos incêndios florestais no Canadá. O calor das últimas semanas ⁠também diminuiu, ⁠e um céu limpo e um dia ​lindo receberam ‌a multidão em East Rutherford, Nova Jersey.

A presença esperada do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na partida acrescentou camadas extras de segurança ao maior evento esportivo do mundo. Centenas de jornalistas, artistas e voluntários esperaram em filas caóticas por até três horas, enquanto agentes do ⁠Serviço Secreto, com detectores de metais, revistavam os participantes. Para os torcedores, a entrada ​foi mais rápida, mas eles enfrentaram longas filas dentro do estádio para comprar comida e produtos ​oficiais.

Vestidos com as tradicionais cores azul e branca da ‌Argentina ou vermelho e amarelo ​da ⁠Espanha, os torcedores iam chegando aos poucos ao estádio horas antes do início da partida, com uma “cerimônia de encerramento” pré-jogo apresentada por Post Malone e Tom Cruise.

TOQUE DOS EUA

A cerimônia de encerramento também conta com a ​cantora norte-americana Jennifer Hudson interpretando o hino nacional dos EUA e o tenor Christopher Macchio cantando “America the Beautiful”, dando um toque distintamente norte-americano ao evento, que, pela primeira vez desde a primeira Copa do Mundo em 1930, terá duas seleções de língua espanhola na final.

O torneio adotou várias tradições norte-americanas — ​não sem controvérsia —, incluindo paradas para “hidratação” no meio de cada tempo, que as emissoras têm aproveitado para veicular mais comerciais, e anéis de campeão para os vencedores.

Mais uma novidade está prevista para a final deste domingo: um show no intervalo repleto de estrelas, com as cantoras pop Madonna e Shakira, adicionado à programação no estilo do Super Bowl. Isso deve prolongar o intervalo habitual de 15 minutos para pelo menos 20 minutos, e talvez até meia hora.

Apesar dos preços dos ingressos chegarem a milhares ​de dólares, os visitantes se mostraram dispostos a pagar para assistir ao confronto intergeracional entre duas das maiores ‌potências do futebol.

Dezenas de portadores de ingressos, ⁠na esperança de conseguir lembranças únicas na vida, fizeram fila nos quiosques de produtos oficiais, onde camisas estavam à venda por US$130.

'Eu estava na final de 2010 na África do Sul, quando a ⁠Espanha venceu a outra Copa do Mundo”, disse Dxema Azcarate, ⁠vestindo uma camisa da Espanha e com a ⁠bandeira do país pintada ⁠na ​bochecha. “Não tenho certeza se terei essa oportunidade pela terceira vez na vida.”

(Reportagem de Amy Tennery e Rosalba O'Brien)

Reuters

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