Capa do Álbum: Antena 1
A Rádio Online mais ouvida do Brasil
Antena 1

Comércio da UE continua sofrendo com tarifas dos EUA e concorrência chinesa, mostram dados

Comércio da UE continua sofrendo com tarifas dos EUA e concorrência chinesa, mostram dados

Reuters

13/02/2026

Placeholder - loading - Vista de Frankfurt 11/02/2016.    REUTERS/Ralph Orlowski/File Photo
Vista de Frankfurt 11/02/2016. REUTERS/Ralph Orlowski/File Photo

FRANKFURT, 13 Fev (Reuters) - O superávit comercial da União ​Europeia continuou diminuindo, segundo dados divulgados nesta sexta-feira, uma vez que as tarifas pesam sobre as exportações para os Estados Unidos e o aumento das importações chinesas ofusca a produção doméstica, destacando ameaças existenciais ao modelo econômico do bloco.

As mudanças nas relações comerciais e políticas com as maiores potências mundiais vêm pressionando a Europa há anos, e os líderes se reuniram mais uma vez na quinta-feira para debater maneiras de sobreviver à rivalidade econômica agressiva dos EUA e da China.

O superávit comercial da União Europeia caiu para 12,9 ⁠bilhões de ⁠euros em dezembro, ante 13,9 bilhões ​um ano ‌antes, com as vendas de máquinas e veículos, motor do crescimento das exportações há anos, continuando em queda, e as vendas de produtos químicos também apresentando recuo.

As exportações para os EUA, o maior mercado de exportação do bloco, caíram ⁠12,6% em relação ao ano anterior, reduzindo o superávit em um terço, ​para 9,3 bilhões de euros, enquanto o déficit comercial do bloco com a ​China aumentou de 24,5 bilhões para 26,8 bilhões ‌de euros.

As exportações têm ​sido ⁠voláteis desde que os EUA anunciaram uma série de tarifas no início de 2025, mas, suavizando essa volatilidade, a tendência mostra vendas significativamente menores, já que os preços mais altos forçam ​os importadores norte-americanos a reduzir as compras ou adquirir seus produtos em outros lugares.

Economistas afirmam que levará anos para a Europa recuperar esse mercado perdido, deixando uma grande lacuna na economia, já que as exportações líquidas têm sido o principal pilar do ​crescimento e a zona do euro agora enfrenta anos de expansão pouco acima de 1% ao ano.

Ainda assim, a economia doméstica parece estar resiliente ao choque comercial por enquanto, já que os investimentos relacionados à IA e o consumo doméstico estão ganhando força, mantendo o crescimento do PIB em uma taxa modesta, mas ainda respeitável.

No último trimestre de 2025, a zona do euro cresceu 0,3%, em linha com a estimativa preliminar, informou ​a Eurostat em um comunicado separado.

Em outro sinal promissor, o emprego na zona do euro ‌cresceu 0,2% em relação ao trimestre anterior, ⁠mantendo-se estável em relação aos três meses anteriores.

Algum otimismo também é alimentado pelo aumento dos gastos domésticos, particularmente na Alemanha, onde o governo está elevando os investimentos ⁠em defesa e infraestrutura, duas áreas há muito negligenciadas.

Esses ⁠gastos estão demorando a ganhar ritmo, mas ⁠já devem elevar os ⁠números ​do segundo trimestre e atingir velocidade máxima até o final do ano.

(Reportagem de Balazs Koranyi)

Reuters

Compartilhar matéria

Mais lidas da semana

 

Carregando, aguarde...

Este site usa cookies para garantir que você tenha a melhor experiência.