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Companhias aéreas globais aumentam tarifas e cortam rotas diante de alta de combustível

Companhias aéreas globais aumentam tarifas e cortam rotas diante de alta de combustível

Reuters

17/03/2026

Placeholder - loading - Vista geral do horizonte de Dubai, com o Burj Khalifa visível ao centro, nos Emirados Árabes Unidos  6 de março de 2026 REUTERS/Amr Alfiky
Vista geral do horizonte de Dubai, com o Burj Khalifa visível ao centro, nos Emirados Árabes Unidos 6 de março de 2026 REUTERS/Amr Alfiky

Por Rajesh Kumar Singh e Shivansh Tiwary e Joanna Plucinska

17 ​Mar (Reuters) - Companhias aéreas globais soaram o alarme nesta terça-feira sobre o aumento dos preços do combustível de aviação provocado pela guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã, alertando para centenas de milhões de custos extras, tarifas mais altas e cortes em algumas rotas.

O presidente-executivo da Delta Air Lines, Ed Bastian, afirmou que o aumento dramático dos preços do combustível de aviação elevou os custos da companhia aérea em até US$400 milhões somente em março. Segundo ele, que falou em uma conferência industrial do J.P. Morgan, o setor está agindo rapidamente para repassar as despesas mais altas por meio de aumentos de tarifas.

A American Airlines disse esperar um aumento de US$400 milhões nas despesas do primeiro trimestre devido aos custos de combustível.

Entre as primeiras a agir, a maior companhia aérea da Escandinávia, a ⁠SAS AB, informou ⁠que está cortando um número limitado de voos devido ​ao 'aumento acentuado e ‌repentino' dos preços dos combustíveis.

'Todo o sistema de aviação europeu está sentindo agora a pressão de um choque repentino de combustível', relatou a empresa em um email.

GRANDE DESAFIO

A guerra, agora em sua terceira semana, trouxe turbulência à aviação global, com voos cancelados, reprogramados ou redirecionados, já que a maior parte do espaço aéreo do Oriente Médio permanece fechada em ⁠meio a temores de ataques de mísseis e drones.

Os preços do combustível de aviação surgiram como ​um grande desafio, elevando os custos operacionais, com os preços europeus dobrando e os preços asiáticos subindo quase 80% desde ​o início dos ataques dos EUA e de Israel ao Irã no ‌final de fevereiro.

O combustível é a ​segunda ⁠maior despesa do setor, depois da mão de obra, representando normalmente de um quinto a um quarto dos custos operacionais. As companhias aéreas dos EUA deixaram de fazer hedge de combustível nas últimas duas décadas, e a SAS disse no ano passado que não havia feito ​hedge de seu consumo de combustível para os 12 meses seguintes.

ONDAS DE CHOQUE

Os Emirados Árabes Unidos fecharam brevemente seu espaço aéreo nesta terça-feira em resposta às ameaças de mísseis e drones do Irã, no segundo dia consecutivo de interrupção após um drone causar um incêndio perto do aeroporto de Dubai na segunda-feira.

Cerca de 86.000 passageiros que viajavam pelo aeroporto de Frankfurt, um dos maiores da ​Europa, foram afetados por cancelamentos nas duas primeiras semanas da guerra. Apenas um terço das conexões semanais entre o aeroporto e o Oriente Médio está operando atualmente, disse o presidente-executivo Stefan Schulte nesta terça-feira.

Os alertas de custos crescentes mostram como as ondas de choque do conflito estão se espalhando muito além do Oriente Médio, à medida que as companhias aéreas enfrentam sua maior crise desde a pandemia da Covid.

Bastian, da Delta, disse que a companhia aérea está bem posicionada para recuperar os custos de combustível e pode ajustar a capacidade caso os preços elevados persistam. Ainda assim, as companhias precisarão ter cuidado com o aumento de tarifas em um ​momento de frágil confiança do consumidor.

A Air France-KLM anunciou planos na semana passada para aumentar os preços das passagens de longa distância para ‌compensar o aumento dos custos de combustível.

Algumas companhias aéreas ⁠introduziram sobretaxas de combustível, mas elas correm o risco de reduzir lucros.

A American Airlines informou nesta terça-feira que sua receita no primeiro trimestre deve aumentar mais de 10%, acima de sua previsão anterior de 7% a 10%, já que a demanda ⁠superou as expectativas. No entanto, seu prejuízo ajustado por ação estará agora próximo ao ⁠limite inferior da faixa de orientação anterior, de 10 a ⁠50 centavos de dólar.

(Reportagem de ⁠Rajesh ​Kumar Singh em Chicago, Shivansh Tiwary em Bengaluru e Joanna Plucinska em Londres; Reportagem adicional de Enas Alashray e Federico Maccioni em Dubai)

Reuters

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