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    Confiança de serviços no Brasil sobe após quatro quedas consecutivas, diz FGV

    Por Thomson Reuters

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    Atualizada em

    SÃO PAULO (Reuters) - A confiança do setor de serviços subiu em julho e interrompeu sequência de quatro meses seguidos de perdas, mas ainda não foi o suficiente para compensar a queda em junho, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta segunda-feira.

    O Índice de Confiança de Serviços (ICS) chegou a 87,5 pontos, com alta de 0,8 pontos sobre junho, quando atingiu o menor nível em nove meses com impactos da greve dos caminhoneiros no final de maio, causando forte desabastecimento no país todo e desacelerando a economia.

    'A reação da confiança do setor de serviços em julho não foi

    suficiente para compensar a perda verificada em junho. Se na leitura das empresas sobre a situação corrente houve uma recuperação, a percepção sobre os próximos meses manteve a trajetória negativa', explicou o consultor da FGV, em nota, Silvio Sales.

    No mês, o Índice da Situação Atual (ISA-S) avançou 1,6 ponto, para 86,7 pontos, com uma melhora no indicador que avalia a Situação atual dos negócios, que avançou 2,7 pontos, para 88,1 pontos.

    Já o Índice de Expectativas (IE-S) se manteve estável, apresentando variação negativa de 0,1 ponto, para 88,6 pontos, pontos, o menor nível desde dezembro de 2016, informou ainda a FGV.

    Nos últimos dois meses, a confiança do setor de serviços vinha apresentando deteriorização da percepção sobre a situação corrente e também sobre as expectativas, mas, mesmo com a melhora do indicador, a queda registrada em junho ainda não foi anulada.

    'O início do segundo semestre mostra que as empresas vislumbram um cenário de recuperação ainda muito tímida, o que

    deve estar relacionado à frustração com o fraco desempenho corrente e à elevada incerteza associada ao processo eleitoral', completou Sales.

    Neste mês, outros indicadores de confiança mostraram alguma recuperação ou pararam de cair, após os efeitos mais pesados da greve dos caminhoneiros terem ficado para trás. O indicador do consumidor subiu e o da indústria, permaneceu estável.

    (Por Stéfani Inouye)

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